Com um gesto simples conseguiu-se que o “3tesas” repensasse a sua decisão. E tomou a atitude mais correcta, na minha opinião.
Será que a nossa Memória conseguirá demover a Catarina a abandonar a blogosfera?
Quando hoje li que a CBS mostrou fotografias de soldados americanos a maltratarem detidos, não fazia a mais pequena ideia do alcance dos maus tratos.
Foi só durante o visionamento das imagens nas noticias da hora do jantar que tive a noção real do problema.
Aquilo não são “maus tratos”, aquilo eram imagens de atentados à dignidade humana. Eram imagens de violência gratuita e de prazer sadomasoquista por parte de pessoas que actuam no país, supostamente em nome da liberdade e contra a ditadura.
Imagens de gente com eléctrodos nos órgãos genitais sob coacção física e psicológica trouxeram-me à memória lembranças de guerras passadas, que julgava esquecidas, imagens das torturas nazis sobre os judeus ou da Pide na obtenção de “confissões”.
Perante as imagens, os americanos ganharam hoje, certamente, mais uns bons milhares de opositores à sua ingerência nos assuntos internos do Iraque.
Estas imagens são dignas de equiparação com os atentados terroristas a que temos assistido nos últimos tempos.
E as mulheres ainda reclamam que os homens não lhes ligam nenhuma:
Qual é o maior motivo por que os homens querem ser financeiramente bem-sucedidos?
Para arranjarem mulheres.
Porque é que os homens investem tanto na compra de carrões?
Para impressionar as mulheres
Qual a importância de combinar cintos, sapatos, cortes de cabelo e modelos de camisa?
Para agradar às mulheres.
Qual a grande motivação para frequentar ginásios e suar como porcos nas esteiras assassinas?
Para ver mulheres.
Porque é que os homens se enchem de perfume, gel, loção após-barba e desodorizante?
Para se aproximarem das mulheres
Porque é que os homens são sempre ciumentos?
Para não perderem as mulheres.
Porque é que os homens são infiéis?
Para coleccionarem mulheres.
Porque é que os homens tentam demorar o seu gozo?
Para satisfazerem as mulheres.
Porque é que os homens casam?
Para manterem as mulheres
Porque é que os homens descasam?
Para renovarem a mulher.
Porque é que os homens trabalham?
Para terem dinheiro para saírem com mulheres.
Ou seja, a única coisa que os homens fazem sem pensar nas mulheres é ir ao futebol e beber cerveja.
E elas ainda implicam !!!
O primeiro-ministro, Durão Barroso, reafirmou esta sexta-feira na Assembleia da República a intenção do Governo em reduzir os impostos para as empresas e particulares até 2006.
Uma intenção que surge reafirmada 24 horas depois do Banco de Portugal ter divulgado um boletim no qual aconselha precisamente o oposto.
Será que a situação Evoluiu nas últimas 24 horas?
(O fim da liberdade de expressão)
«A ideia já vinha a ser acalentada à tempos. É que já a algum tempo que este blogue havia reparado no facto de o sistema de comentários ter deixado de o ser. Com algumas excepções, quem comentava os nossos posts apenas pretendia-nos ofender ou divulgar o seu blogue, quando não os dois.»
Pode-se ler este desabafo no “3tesas não pagam dívidas”.
É pena que se tenha tomado esta decisão.
Esta é uma das grandes virtudes da blogosfera, comentar-se tudo e todos.
É claro que há pessoas que não compreendem o que é a liberdade.
E por causa de uns, pagam todos (facto que constatamos frequentemente).
Percebemos a questão, mas lamentamos.
Um gajo chega em casa e encontra um amigo com sua esposa na sua própria cama.
Pega o revólver e mata-o imediatamente.
A esposa irritada comenta:
- Se continuares a comportar-te assim vais acabar sem nenhum amigo!
Termina a guerra do Vietname.
Este país do sueste asiático levou os Estados Unidos da América a perderem pela primeira vez uma guerra. As forças norte-americanas combateram durante oito anos contra o Vietcong, um movimento de guerrilha comunista apoiado pelo governo norte-vietnamita.
Para forçar os comunistas a abandonar a luta, os americanos lançaram 7 milhões de toneladas de bombas, utilizaram a guerra química ao pulverizarem 16 200 km2 com produtos esfoliantes para matar a vegetação. A vida rural ficou devastada e as cidades superpovoadas.
Os americanos perderam 57 000 homens, e contudo, a máquina de guerra americana não conseguiu vencer a guerrilha do Vietname do Norte.
Em Agosto de 1969 Washington e Hanói iniciaram em Paris negociações secretas cujos principais protagonistas foram Henry Kissinger e Lê Duc Tho. Os acordos de Paris só foram assinados a 27 de Janeiro de 1973 entre a República Democrática do Vietname do Norte e os Estados Unidos, altura em que oficialmente entrou em vigor o cessar-fogo.
Depois de tréguas temporárias e dois anos após a retirada das forças norte-americanas, o Vietname do Sul rendeu-se a 30 de Abril de 1975. O Vietname foi oficialmente unificado sob domínio comunista em 1976.
Adolf Hitler (1889-1945) suicidou-se num bunker na Alemanha.
As suas ideias fundamentais foram explicitadas num livro escrito na prisão, após uma tentativa frustrada de golpe - o Mein Kampf (A Minha Luta), que se torna um guia ideológico e de acção para os seus partidários, primeiro dentro e depois fora da Alemanha.
Em nome da pureza da raça ariana, Hitler encetou uma política de purificação eugénica, programando e executando uma campanha de eliminação física de deficientes mentais e outros "inúteis" e "anormais" e dando início a uma política persecutória destinada a exterminar os judeus, que são privados dos seus direitos e bens, expulsos dos seus lares, concentrados em ghettos e por fim executados em massa em campos de extermínio sob a alçada das SS, num Holocausto que virá a causar seis milhões de mortos aproximadamente.
A política externa hitleriana caracterizou-se por uma grande agressividade e levou a uma guerra mundial que alastrou a quase toda a Europa, a parte da África setentrional e à Ásia (em conjugação com operações dos seus aliados italianos e japoneses, que com a Alemanha assinaram um pacto político-militar designado como Eixo anti-Komintern). Durou a guerra quase seis anos (1939-1945), saldando-se pela destruição completa ou quase completa de vastas regiões, pela morte de cerca de 50 milhões de pessoas (os países mais afectados pela hecatombe foram a própria Alemanha e a URSS), terminando com a derrota de Hitler e dos seus aliados em todas as frentes de combate.
.....e do Campo de Ourique, aqui na vasta Planície a sul do Tejo.
De leitura obrigatória.
Os acontecimentos que não constam nos vulgares Compêndios de História.
A propósito da “Revolução do 25 de Abril” que o governo teimosamente tentou mascarar de “evolução” num hábil marketing político, será que nós compreendemos a mensagem?
Será que a evolução que eles se referiam seria a esta?
O Boletim Económico do Banco de Portugal avança esta quinta-feira que, segundo as suas estimativas, o Produto Interno Bruto (PIB) nacional deverá ter caído 1,2% no ano passado: o défice ficaria nos 5,3% sem as medidas extraordinárias.
Realmente foi uma mega evolução: partir de um défice de 5.3% e conseguir acabar num valor que permitiu cumprir o pacto de estabilidade da UE.
Este ano vamos fazer a mesma graçola?
A luta contra a tortura também passa pela AI.
A minha contribuição, seguindo a sugestão do Golfinho.
Beber água faz muito bem à saúde, ao corpo (em especial à pele) e à mente.
Então, Vamos Beber Água.
Este programa, bem interessante, faz aparecer dois olhinhos no canto do computador, prontos a avisar a altura de beber água.
Clique nele para alterar a frequência com que deseja ser alertado para beber água e depois clique em "Ok. Obrigado". A partir deste momento ele já estará a contar para a hora do próximo aviso.
Falta de água é o factor nº 1 da causa de fadiga durante o dia. É o que mostra um estudo na Universidade de Washington. Estudos preliminares indicam que de 8 a 10 copos de água por dia poderiam aliviar significativamente as dores nas costas e nas articulações em 80% das pessoas que sofrem desses males. Uma mera redução de 2% da água no corpo humano pode provocar incoerência na memória de curto prazo, problemas com matemática e dificuldade em focalizar um ecrã de computador ou uma página impressa. Um copo de água ao deitar, corta a sensação de fome durante a noite para quase 100% das pessoas em regime.
Beber 5 copos de água por dia diminui o risco de cancro no cólon em 45%, pode diminuir o risco de cancro de mama em 79% e em 50% a probabilidade de se desenvolver cancro na bexiga.
Você bebe a quantidade de água que deveria, todos os dias?
A minha habitual, intensa e esgotante actividade... cyberespacial (estavam a pensar em quê?....malandrecos....) tem andado algo reduzida.
Tenho visitado poucos blogs.
Os comentários têm sido escassos.
O tempo não tem dado para mais.
Talvez agora entendam porque ando completamente desesperado....
Estou a ver que nem com trabalho extraordinário de 48 horas diárias consigo despachar todo este serviço....
O homem perfeito
O homem perfeito é lindo
tem um pouco de mistério
é belo quando está rindo
é belo quando está sério
O homem perfeito é bom
tem um jeito carinhoso
quando fala, em meigo tom
causa arrepio gostoso
O homem perfeito é fino
é solícito, é fiel
tem a graça de um menino
e é mais doce que o mel
O homem perfeito adora
dar flores, botões de rosa,
a uma velha senhora
Ou uma jovem formosa
O homem perfeito tem
energia, não se cansa,
lava louça, cozinha bem,
gosta muito de criança
O homem perfeito é
sensível à grande arte
gosta de dança e ballet
Nunca haverá de magoar-te
Para encerrar a preceito
estes versos que alinhei:
se existe um homem perfeito,
o filho da puta é gay.
A multinacional Alcatel e a operadora de telecomunicações francesa Cegetel anunciaram hoje a primeira instalação com sucesso de uma ligação sobre linha telefónica de fio de cobre a uma velocidade quatro vezes superior à tecnologia padrão DSL.
Em comunicado, a fabricante de equipamentos de telecomunicações e a operadora adiantam que a ligação entre duas instalações-piloto, situadas em Paris e Lyon, permitem velocidades a oito megabits por segundo (Mbps), superiores ao DSL (ligação de banda larga sobre par de cobre), com uma demora de envio e recepção de 0,02 segundos na transmissão de dados.
A solução consistiu em agregar quatro linhas telefónicas de par de cobre, funcionando cada uma na tecnologia SHDSL (DSL de alta velocidade), agrupando-as com a tecnologia IMA, que permite a integração num só interface ATM (modo de transferência a várias velocidades).
A Alcatel e a Cegetel assinalam que esta solução, uma vez validada e industrializada, proporcionará às empresas um meio mais económico e fácil de ligarem os seus escritórios e estabelecimentos a altas velocidades, substituindo o aluguer de vários circuitos ou ligações de fibra óptica.
Querida Vera,
Eu sei que o conselheiro matrimonial disse que não deveria haver contacto entre nós, durante o nosso período “de acalmia”, mas eu não consigo aguentar mais. No dia em que me deixaste, eu jurei que nunca mais te dirigia a palavra. Mas isso era só o rapazinho magoado dentro de mim a falar.
Ainda assim, eu nunca quis ser o primeiro a avançar. Na minha fantasia, eras sempre tu que voltavas a rastejar para mim. Acho que o meu orgulho precisava disso, mas agora vejo que o meu orgulho me custou uma série de coisas. Estou farto de fingir que não preciso de ti. E já não me importo de fazer má figura.
Não me interessa qual de nós dará o primeiro passo, desde que um de nós o dê. Talvez seja altura de deixarmos os nossos corações falarem mais alto do que a nossa dor. E isto é o que o meu coração diz...
Não há ninguém como tu, Vera. Eu procuro-te nos olhos e seios de cada mulher que vejo, mas elas não são tu. Não chegam sequer aos teus pés.
Há duas semanas, encontrei uma mulher num bar do Bairro Alto e levei-a para casa comigo. Não digo isto para te magoar, mas apenas para ilustrar a profundidade do meu desespero. Ela era nova, talvez 19, com um daqueles corpos perfeitos que só a juventude e talvez uma infância passada em patinagem podem dar. Quero dizer, um corpo perfeito, mamas que não dá para acreditar e um rabo tipo carapaça de tartaruga, redondo e rijo, o sonho de qualquer homem, não é? - Mas enquanto estava sentado no sofá a ser chupado por esta jovem deslumbrante, eu pensei, vejam só aquilo que consideramos importante nas nossas vidas, é tudo tão superficial. O que é que um corpo perfeito significa? Será que a torna melhor na cama? Bem, neste caso, sim.
Mas estás a ver onde quero chegar? Será que isso a torna uma pessoa melhor? Será que ela tem um coração melhor do que a minha, moderadamente atraente, Vera? Duvido. E nunca tinha pensado nisso antes. Não sei, talvez esteja a amadurecer um pouco. Mais tarde, depois de lhe ter despejado uns decilitros de iogurte na garganta, dei por mim a pensar, "porque é que me sinto tão esgotado e vazio?" Não era apenas a sua técnica perfeita e a sua fome de sexo e luxúria, mas algo diferente. Um sentimento de perda. Porque é que me sentia tão incompleto? E então apercebi-me: - Não senti a mesma coisa porque tu não estavas lá, Vera, para ver. Percebes o que quero dizer? Nada significa nem tem o mesmo sentido sem ti.
Por amor de Deus, Vera, estou a enlouquecer sem ti. E tudo o que faço me lembra de ti.
Lembras-te da Carolina, aquela mãe solteira que encontrámos no ginásio, no ano passado? Bem, ela passou cá em casa na semana passada, com um tacho de lasanha. Ela disse que imaginava que eu não devia andar a comer nada de jeito sem uma mulher por perto. Só mais tarde é que percebia o que ela queria dizer com aquilo, mas essa não é a verdadeira história. De qualquer maneira, bebemos uns copitos de vinho e passado um bocado estávamos a dar-lhe forte e feio no nosso velho quarto, e a devassa é um verdadeiro animal na cama. Ela deu-me tudo, sabes, assim como uma verdadeira mulher faz quando não está preocupada com o peso ou a sua carreira ou se os filhos nos vão ouvir ou não. E de repente ela viu aquele velho espelho giratório que está em cima da cómoda que era da tua avó. Então ela agarrou no espelho e colocou-o no chão, de maneiro a que nos podíamos observar os dois. E é uma sensação espectacular, mas que me deixou triste também.
Porque não consegui deixar de pensar, "Porque é que a Vera nunca pôs o espelho no chão? Temos esta cómoda há 14 anos, ou coisa que o valha, e nunca o usámos como brinquedo sexual."
No sábado, a tua irmã passou cá com a ordem do tribunal que me proíbe de me aproximar de ti. Quer dizer, a Paula ainda é uma miúda, mas tem uma cabeça muito porreira assente nos ombros e tem sido uma verdadeira amiga para mim durante estes tempos difíceis. Ela tem-me dado excelentes conselhos acerca de ti e acerca das mulheres em geral. Ela está realmente empenhada em que nós fiquemos juntos novamente, Vera.
Está mesmo. Então, numa destas ocasiões, damos por nós a beber uns copos dentro de uma banheira de espuma e a falar de tempos mais felizes. Aqui está uma adolescente que tem o mesmo ADN que tu e eu só consigo pensar no quanto ela me faz lembrar do quanto ela se parece contigo quando tu tinhas 18 anos. E isso quase me faz chorar. E afinal descubro que a Paula gosta mesmo de toda aquela cena anal, o que me faz lembrar do número imenso de vezes que te pressionei para experimentares e que isso talvez pudesse ter alimentado o azedume entre nós.
Mas será que consegues ver que, mesmo quando estou a bombear dentro do anel castanho da tua irmã, tudo o que consigo fazer é pensar em ti? É verdade, Vera. E no fundo do teu coração, tu sabes disso. Não achas que podíamos começar de novo? Acabar com as amarguras, com os ódios e começar tudo do zero? Eu acho que podemos.
Se sentes o mesmo, por favor, por favor diz-me, caso contrário, podes-me dizer onde está o controlo remoto da televisão?
João
Remetente: cyberespaço
Morte do realizador inglês, Alfred Hitchcock (1899-1980).
“Vertigo” (1958), “Psycho” (1960) e “The Birds” (1963) são filmes emblemáticos do “mestre do suspense”.
Hitchcock foi também um brilhante técnico que mesclou habilmente sexo, suspense e humor.
Em Portugal, na última década:
. ocorreram quase 3 milhões de acidentes de trabalho
. que causaram a morte de mais de 7 mil trabalhadores
. deixaram muitos milhares estropiados
. provocaram a perda de mais de 6 milhões de dias de trabalho
. custaram ao país mais de 30 milhões de Euros de custos directos e indirectos.
Algumas propostas para mudar este cenário negro da sinistralidade no trabalho, hoje, que se assinalou o Dia Mundial da Prevenção da Segurança e Saúde no Trabalho:
A CGTP desafia o Governo a publicar o PNAP - Plano Nacional de Acção para a Prevenção dos acidentes de trabalho, por considerar que «é urgente interromper esta cadeia nefasta que mata e mutila milhares de trabalhadores, que provoca autênticos dramas pessoais e familiares e que causa prejuízos imensos ao país e ás próprias empresas».
Refere a CGTP: «O exemplo mais acabado de como o Governo é insensível ao drama da sinistralidade laboral está no facto de ainda não ter publicado o PNAP – Plano Nacional de Acção para a Prevenção, o principal instrumento de execução, a médio prazo, das políticas definidas no acordo de concertação de 2001. Quer dizer que, decorridos mais de três anos de assinatura do Acordo entre o Governo e os parceiros sociais sobre Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho e mais de dois anos após a sua aprovação no Conselho Nacional de SHST, o Governo ainda não encontrou tempo nem vontade para implementar o PNAP.»
«Esta situação, absurda e intolerável, levou a CGTP-IN, em recente reunião da Concertação Social, a lançar o repto ao Governo de publicar o PNAP no dia 28 de Abril, fazendo alguma coisa de positivo neste dia dedicado à memória dos trabalhadores sinistrados do trabalho, em vez das campanhas de "show-off" que está a preparar para esse dia.»
Também a UGT organizou hoje, na sua sede em Lisboa, um seminário para debater a segurança, higiene e saúde no trabalho, no qual participam representantes da Inspecção-Geral do Trabalho, do IDICT e das confederações patronais CIP e CCP.
O Instituto de Desenvolvimento e Inspecção das Condições de Trabalho (IDICT) associou-se ao Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho através da entrega do Prémio de Boas Práticas Prevenir Mais Viver Melhor e do Lançamento da Semana Europeia 2004, subordinada ao tema "Construir em Segurança", no dia 30 de Abril. Promoveu ainda seminários na Guarda, em Vila Real, em Aveiro e Viseu, bem como a inauguração, em Évora, do Portal de Educação em Segurança e Higiene no Trabalho.
A Associação Académica de Coimbra (AAC) enviou hoje uma carta ao primeiro-ministro e à Assembleia da República a exigir que os estudantes sejam "tratados como europeus", para beneficiarem de um sistema de "ensino superior melhor" e que não esteja "na cauda da Europa".
A direcção-geral da AAC considera, como se lê na missiva, que Portugal tem "o pior" sistema de ensino superior da União Europeia. O presidente da AAC, Miguel Duarte, disse à Lusa que o documento foi endereçado directamente a Durão Barroso já que, sobre estas matérias, a ministra da Educação tem-se revelado de "uma apatia total e acrítica".
"Exigimos que seja feito um comentário a este documento", disse, referindo-se à missiva e ao dossier de cerca de 70 páginas que é o resultado final das reuniões que a AAC teve nos últimos meses com as embaixadas dos diferentes países da UE.
"Queremos ser europeus" é o «slogan» escolhido pelos estudantes que, como disse Miguel Duarte, consideram que "uma convergência (na Europa) sobre os sistemas de ensino só trará benefícios para o desenvolvimento de Portugal".
O dirigente estudantil sustenta que, ao contrário do que se verifica nos outros países europeus, em Portugal existe "um degrau enorme entre o ensino superior e os restantes sistemas de ensino". "Sobrevaloriza-se o benefício individual da licenciatura e não se valoriza o benefício colectivo", lamentou.
Miguel Duarte acrescenta que, quando em outros países "nem sequer se ouve falar de propinas, em Portugal criou-se o dogma da contribuição das famílias, o que ultrapassa toda a razoabilidade". O líder estudantil sublinha também que "há vários países da União Europeia onde é financiado o ensino pós-graduado" e reclama que Portugal siga o mesmo caminho, em respeito da Declaração de Bolonha. "Nessa altura, uma licenciatura não chegará e serão necessárias as pós-graduações", precisou.
O dossier foi também entregue ao presidente da Assembleia da República e aos grupos parlamentares, com quem os estudantes reuniram.
Na sua essência, a corrupção, ao nível político-administrativo de um Estado, consiste num acto secreto praticado por um funcionário ou por um político, que solicita ou aceita para si ou para terceiros, com ele relacionados, e por ele próprio ou por interposta pessoa, uma vantagem patrimonial indevida, como contrapartida da prática de actos ou pela omissão de actos contrários aos seus deveres funcionais.
O acto em si é de uma simplicidade extrema, os efeitos que gera são profundamente complexos, constituindo, quando não detectados a tempo, um problema grave para o Estado de Direito. Isto porque a sua disseminação conduz à desregulação dos sistemas político, social e económico, e à degradação incontrolável dos serviços do Estado, especialmente porque são ignorados os princípios de imparcialidade e igualdade que devem nortear a Administração Pública, as Polícias e os Tribunais.
O Banco Mundial, num relatório recente, garante mesmo que a corrupção é «o maior obstáculo ao desenvolvimento económico e social».
Esta instituição defende que «a corrupção desenvolve-se num ambiente onde o poder de membros individuais da sociedade, medido em termos de acesso aos poderosos e em poder financeiro, suplanta o respeito pelas Leis (...) uma alta desigualdade reduz o crescimento económico, que por sua vez impede a redução da pobreza (...) e afecta o modo como o dinheiro público é aplicado, divergindo o investimento de sectores menos lucrativos, como a educação, para outros de altos lucros, como a construção».
Um académico norte-americano, Daniel Kaufman, num já clássico artigo publicado na revista Foreign Policy, em 1997, garante que «(...) um país corrupto tem tendência para captar investimentos na ordem de 5 por cento menos do que países relativamente não corruptos, e para perder metade de um ponto percentual do produto interno bruto por ano».
Isto porque, numa lógica de corrupção, o poder político ou administrativo dos titulares de cargos públicos transforma-se numa mercadoria, num objecto de negócio, orientado quase exclusivamente para objectivos criminosos de enriquecimento ou de poder, individual ou de um grupo. Gradualmente, vai-se instalando um desvio dos fins dos poderes públicos para fins individuais ilegítimos. Como escreve Almeida Costa, em «Sobre o crime de corrupção» (Coimbra, 1987), «ao transaccionar com o cargo, o empregado público corrupto coloca os seus poderes funcionais ao serviço dos seus interesses privados, o que equivale a dizer que, abusando da posição que ocupa, se sub-roga ou substitui ao Estado, invadindo a respectiva esfera de actividade. A corrupção (própria ou imprópria) traduz-se, por isso, sempre numa manipulação do aparelho de Estado pelo funcionário que, assim, viola a “autonomia funcional” da Administração, ou seja, em sentido material, infringe a “legalidade administrativa” e os princípios da igualdade e da imparcialidade».
Concretizando, a grande corrupção, ao contrário da corrupção por formigueiro ou corruptela, surge como resultado final da manipulação de um processo administrativo de decisão, através do qual os agentes de suborno e os subornados, compram e vendem um poder decisório em troca de benefícios privados criminosos. Quando a lógica da corrupção toma conta dos serviços, acaba a distinção entre interesse público e interesse particular. Todos os actos passam a ser geridos pela lógica do lucro fácil, do poder arbitrário, do caciquismo, da cunha e do clientelismo.
O acto corrupto torna-se possível pela manipulação – alimentada muitas vezes pela burocracia rígida dos serviços – das regras e das Leis, de forma invisível, graças aos pactos de silêncio e opacidade entre corruptor e corrompido. No fundo, a aplicação da velha máxima de que «a lei é rígida e a prática é mole», transforma-se na mola real dos mecanismos de corrupção.
A violação dos deveres do cargo, do político, autarca ou funcionário – que deviam garantir a igualdade de tratamento dos cidadãos, a proporcionalidade, a justiça, a imparcialidade e a boa fé, consagrados na Constituição –, tem um efeito de diapasão, com implicações políticas e sócio-económicas corrosivas para todo o aparelho estatal, incluindo o autárquico, e para a sociedade.
Ao reproduzir-se impunemente, a corrupção vai contaminando toda a estrutura pública, criando uma subversão desreguladora, porque a complexa teia de interesses e cumplicidades criada vicia o desenvolvimento do país e do próprio mercado. Surge em todo o seu vigor aquilo que se pode denominar «modelo de capitalismo felgueirense», se quisermos encontrar um chavão explicativo a partir de um fenómeno da realidade nacional actual.
(extracto de artigo do qual desconheço a fonte – os bold’s são da casa)
Um casal foi a uma exposição agrícola.
Quando o locutor mostrou um touro, dizendo:
- Este touro magnífico, teve 60 coberturas no ano passado!
A mulher comentou, provocando o marido:
- Viste? 60 num ano, isso é o mesmo que 5 por mês..!
Mais adiante, o locutor apresentou outro touro, dizendo:
- Este já teve 120 coberturas no ano passado..!
A mulher, de novo, provocando o marido:
- Olha aí, foram umas 10 por mês..!
E o marido foi ficando chateado...
Mais adiante o locutor mostra outro touro:
- Este aqui então, teve 365 coberturas no ano passado!
E a mulher, dando um safanão no marido:
- Tás vendo, uma por dia..!
Aí o marido, já não aguentando mais, gritou com ela:
- Pergunta se foram todas com a mesma vaca..!?
Entretanto aqui pode-se ver retalhos da vida do major Valentim Loureiro publicados no “24 Horas” no dia 21 deste mês.
Florbela Espanca, Mário de Sá Carneiro, Fernando Pessoa, Victor Hugo, Edgar Allan Poe, George Frederic Haendel, Peter Tchaikovsky, Sting, Kurt Cobain, Ernest Hemingway, Van Gogh, Gaugin, Axl Rose, Peter Gabriel, Ted Turner, Jim Carey, Francis Ford Coppola... A lista é longa, todos nomes famosos e pessoas com
um trabalho reconhecido.
O que têm em comum? Sofreram ou sofrem de doença bipolar.
Trata-se de um distúrbio que se caracteriza pela oscilação dos pacientes entre a depressão e a euforia. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), afecta entre 1,3 a 1,6 por cento da população mundial, atingindo um número sensivelmente igual de homens e mulheres. Os estudos disponíveis indicam que os doentes bipolares terão uma falha na estabilidade da transmissão dos impulsos nervosos ao cérebro, o que os torna mais vulneráveis a situações de "stress" físico e emocional.
No entanto, quando devidamente diagnosticados e acompanhados por tratamento médico adequado, estas pessoas levam uma vida normal, perfeitamente aptas para o mercado de trabalho.
Acontece que os bipolares, quando se assumem portadores da patologia, são muitas vezes estigmatizados pelos outros e marginalizados pela sociedade. Os dados disponíveis indicam que duas em cada cinco pessoas afectadas (e um em cada dez familiares) referem ter perdido uma hipótese de promoção profissional devido à doença; cerca de metade dos doentes e um terço dos seus familiares apontam este distúrbio como causa de dificuldades financeiras.
Não passa tudo de preconceitos das pessoas, ignorância e desconhecimento do que é a doença bipolar.
Aliás, neste caso como em quase tudo na vida – é a minha opinião – a ignorância e os preconceitos (a par do egocentrismo incrustado no ser humano) são dos maiores geradores de infelicidade e sofrimento humanos.
Com a finalidade de reduzir as atitudes estigmatizantes para com os indivíduos portadores da doença bipolar, a Adeb - Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares - lança a campanha de sensibilização: "É preciso informar, aprender, empregar", com uma sessão hoje, no Teatro Politeama, em Lisboa, , onde participam vários nomes conhecidos da sociedade portuguesa.
Será preciso um novo "plano Marshall" para o mundo islâmico, para ajudar o desenvolvimento económico e social no mundo islâmico e "Vencer a Guerra Contra o Terrorismo", na opinião de Jim Turner (congressista pelo Texas) e Jane Harman (Califórnia).
Eles consideram que é necessário reforçar o combate aos grupos de radicais islamistas. "Atacar os terroristas não chega. Para ganhar a guerra contra o terror, devemos prevalecer na batalha das ideias. Ironicamente, é neste campo que os terroristas são mais frágeis, mas também é aqui que estamos a perder terreno".
"A realidade do mundo hoje é que há grande ressentimento contra os EUA", declarou Turner. "Temos de aceitar o facto de que é preciso superar esse ressentimento".
Para isso, Turner e Harman têm um plano de dez anos que pressupõe um investimento de 100 mil milhões de dólares (84 mil milhões de Euros). Este dinheiro seria usado em mais de 100 iniciativas, entre as quais o reforço de instituições de cooperação internacional.
O plano Turner/Harman defende um esforço concertado para a reconstrução do Iraque, e um empenhamento renovado nas tentativas de mediação do conflito israelo-palestiniano: "A continuação deste conflito é uma fonte de amargura para o mundo islâmico, e a percepção, correcta ou incorrecta, de que os EUA favorecem Israel, alimenta hostilidade contra a América entre os muçulmanos", declarou Turner à Reuters.
Este plano será realista?
O dinheiro subverterá o terrorismo islâmico?
Assistiremos a uma bipolarização de ideais?
O editor e alfarrabista Paulo Ferreira lançou um catálogo de livros antigos comemorativo do 30º aniversário do 25 de Abril, onde se podem encontrar algumas das mais significativas obras censuradas pelo antigo regime nas décadas que antecederam a revolução, a par de livros, sobretudo de ficção e poesia, que marcaram os primeiros anos da democracia.
O catálogo, inclui cerca de 200 volumes, entre os quais se conta um conjunto muito significativo de primeiras edições de romances, novelas e livros de contos neo- realistas, incluindo as duas obras tidas como fundadoras da ficção neo-realista portuguesa: "Gaibéus", de Alves Redol, e "Esteiros", de Soeiro Pereira Gomes, respectivamente publicados em 1939 e 1941.
Entre os autores mais representados no catálogo contam-se ainda Augusto Abelaira (as primeiras edições de "Bolor" e "Sem Tecto Entre Ruínas" a 15 euros cada são uma oportunidade a aproveitar), Natália Correia, Álvaro Cunhal, José Gomes Ferreira, Manuel da Fonseca, Fernando Namora, Carlos de Oliveira, José Cardoso Pires, Urbano Tavares Rodrigues, Vergílio Ferreira ou Miguel Torga. Entre várias outras raridades, destaque para "Terra do Pecado", o primeiro romance de José Saramago, editado pela Minerva em 1947.
É concurso científico para alunos do ensino secundário ( do 10º ao 12º anos), promovido pela FCUL , que poderão habilitar-se, entre outros prémios, a uma bolsa de estudo.
Carla Kullberg, vogal do Conselho Directivo da FCUL e coordenadora do concurso, explicou que o "Ciência em Movimento" não apela à competitividade, servindo "antes de mote à realização de trabalhos científicos". "Será valorizada a criatividade na apresentação, a clareza na explanação, o interesse despertado, a objectividade, a correcção científica e linguística, a pluridisciplinaridade, a actualidade do tema e os recursos utilizados na demonstração dos conteúdos", explicou.
Os trabalhos deverão incidir numa das diversas áreas das ciências exactas e naturais representadas na FCUL: Biologia, Bioquímica, Física, Geologia, Informática, Matemática e Matemática Aplicada e Química.
Os alunos podem concorrer individualmente ou em equipas com três elementos, no máximo. Dos prémios em concurso destacam-se uma bolsa de estudo, que isenta os alunos vencedores em ambas as categorias do pagamento de propinas durante o primeiro ano de faculdade, caso ingressem numa licenciatura da FCUL.
"A motivação dos jovens para as novas tecnologias de informação e comunicação constitui outro dos objectivos integrantes deste concurso, pelo que a Internet consistirá no veículo de divulgação, por excelência, deste concurso e, por consequência, dos trabalhos apresentados", disse Carla Kullberg.
Informações disponíveis aqui.
É o que poderá descobrir no conjunto de palestras, organizadas pelo Observatório Astronómico de Lisboa, integrado na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, todas as quintas-feiras do mês de Maio, das 17.00 às 19.00 horas.
A FCUL convida as pessoas a ouvirem os trabalhos desenvolvidos pelos astrofísicos e investigadores do Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa e as últimas descobertas feitas.
Na sessão de abertura, a 6 de Maio, será explicado o que é a astronomia e a astrofísica, seguindo-se temas como o sistema solar, as estrelas e os planetas extra-solares, as galáxias e o universo.
O ciclo termina a 27 de Maio com uma sessão dedicada ao "passado, presente e futuro da astrofísica na FCUL".
A entrada é livre a investigadores e estudantes de outras instituições, mas sujeita a inscrição.
Estou Com Medo..... com Muito Medo...
O Major Valentim Loureiro foi detido. Será que já desconfiam de mim??!
Será que vou ser chamada para prestar depoimento??! Oh pá.... eu não tenho culpa do Major me ter oferecido a máquina de lavar loiça, a batedeira eléctrica, o passe-vite e a esfregona eléctrica... ele até é boa pessoa... ele até só pedia em troca o meu voto.... será que é isso que se chama tráfico de influências??!?
Aii... qu'eu estou tão nervosa....
Procura-se muita coisa sobre os mais variados assuntos.
A sede de informação fez-nos chegar, nos últimos tempos, muitas visitas em busca de algo.
Estes são alguns dos tópicos usados no Google que originaram visitas na Verdade da Mentira.
Alguns são muito interessantes, outros peculiares.
Chegaram-nos em busca de :
25-Abr-74
1 de abril - mentira - em outros países
25 abril - liberdade expressão
8 de março de 1933
A DIFERENÇA ENTRE A VERDADE E A MENTIRA
a mentira
A mentira na criança
a verdade a mentira
a verdade de hannah
a verdade do homem
Abelhas desenho animado
acontecimentos de 25 de novembro no regimento p militar
actividade maritima da GUARDA CIVIL DE ESPANHA:
alec guiness
Almada Negreiros- 1943
almada negreiros começar
Assim é se lhe parece "luigi"
Banazol
Bandeiras da Revolução de 25 de Abril
biografia de Joaquim Agostinho o ciclista
blog mentira
Blog Surdos
cabo verde+tarrafal+imaGENS
campo concentracao
capacidades do cérebro
capitães de abril
caracteristicas especificas do povo inglês
Carlo-Luigi moro
Cartazes da ditadura de salazar
como explicar o 25 de abril a crianças de 8 anos
como explicar o 25 de abril as crianças
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comportamentos de risco
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disciplina e o amor na criança no jardim de infância
durão barroso seguidista iraque
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estabelecimentos prisionais de menores e desporto em portugal
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estúpido "sinto-me com sorte"
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filmes portugueses antes do 25 abril
fiscalização do chá alimentar
folhetos"MFA
ford e a queda da produção em massa nos estados unidos
fotografias dos espectadores em estádios de futebol
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fotos da morte de senna
greve carris 13 de Abril
historia da diabetes em portugal
homenagem a Deus
homenagem para mãe
inventor do fundao
isaltino +blog +independente
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livro Portugal e o Futuro
livro-de-leitura 1ªclasse
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melhores frases da Mafalda
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mentira e verdade
mergulho brasil surdo
Mulher antes e após 25 de Abril
o espantalho é
o fenomeno da memoria
o homem e o álcool
o novo homem frente à nova mulher moderna
origem do dia da mentira
pedro bial e-mail abril 2004
pensamentos e frases de páscoa
percepção do risco
PESQUISA SOBRE O DIA DA MENTIRA
Pesquisar sobre Marquês de Pombal
pinturas sobre as berlengas
PORQUE 1 DE ABRIL E O DIA DA MENTIRA
porque morremos
povo unido + moniz
PRINCIPIOS ETICOS / Sucesso
psicofisiologia mentira
que foi tira dete
QUEM ERAM OS SOLDADOS UNIDOS VENCERÃO
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O “outro” governo de Portugal, ressabiado ou oportunista, reaccionário ou apenas tonto, segundo Teresa de Sousa. A merecer leitura e reflexão.
A Democracia e a Pastilha Elástica de Portas
1. Não tencionava escrever uma linha sobre os 30 anos do 25 de Abril. Foi, naturalmente, um dos dias mais felizes da minha vida. Em Paris, num exílio que foi curto, começava a sentir a nostalgia da pátria (um sentimento a que sempre me julguei imune) ainda largamente compensada pela fé no futuro e na revolução próprios de quem tem 21 anos, a liberdade de passear nas ruas maravilhosas da cidade que generosamente me acolheu, partilhar dos prazeres do capitalismo e da "democracia burguesa" e continuar a contestá-la sem desfalecimento. Ir, de quando em vez, fazer perguntas que, na minha ingenuidade, pensava embaraçosas, a Mário Soares na Mutualité...
Não interessa. O que interessa é que me parecia que tudo tinha corrido tão bem nestas comemorações, que nada de relevante poderia acrescentar. Nem sequer a polémica queda do "r" me pareceu digna de particular importância. É do mais elementar senso comum que o 25 de Abril teve o "r" de revolução porque foi o derrube de um regime. Mas a ideia de sublinhar a evolução revelou-se uma boa ideia porque, de uma forma simples e sem demagogia, nos pôs a olhar para as mudanças extraordinárias realizadas nos últimos trinta anos, prestando assim a justa homenagem ao regime democrático sem o qual não teriam sido possíveis.
Foi quando estava a ver pela televisão as comemorações oficiais que me veio a necessidade de falar do 25 de Abril. Foi a imagem inqualificável de um ministro de Estado e da Defesa apostado em demarcar-se do 25 de Abril nem que fosse através da ideia deselegante de mascar furiosamente uma pastilha elástica, que me levou à necessidade imperiosa desta escrita.
2. Temos um Governo cujo primeiro-ministro, sejam quais forem as apreciações sobre as suas políticas, soube interpretar a maturidade que a democracia portuguesa já atingiu, 30 anos depois da revolução, e agir em conformidade. Num espírito aberto, de reconciliação e de estímulo.
Isso não admira. Por mais defeitos que tenha, o chefe do Governo e do PSD também tem a democracia na massa do sangue, inscrita no seu código genético. Durão Barroso viveu a revolução, como tantos outros da sua geração, como um jovem de extrema-esquerda, radical, sonhador, excessivo. Esta é uma experiência que marca para toda a vida quem a teve. Como dizia Willy Brandt, nada melhor do que o radicalismo na juventude para se ser um bom social-democrata na maturidade.
Barroso, neste aspecto particular que é importante, não desiludiu. Ao convidar para São Bento todos os seus antecessores desde o 25 de Abril, o primeiro-ministro mostrou a grandeza de uma democracia reconciliada, madura e verdadeiramente livre, porque todos, sem qualquer excepção, têm nela lugar. Foi um belo gesto cheio de simbolismo.
2. Há, no entanto, outro governo em Portugal, ressabiado ou oportunista, reaccionário ou apenas tonto, não sei, que manchou deliberadamente a imagem que o primeiro-ministro quis dar às comemorações. E este é um governo que nos envergonha.
No dia 25 de Abril, o ministro de Estado e da Defesa resolveu participar nas comemorações oficiais na Assembleia da República e na Avenida da Liberdade evidenciando ostensivamente a sua distância e o seu desprezo pelo 25 de Abril. Não há outra explicação - a não ser a pura má educação - para que, no Palácio de São Bento, exibindo uma mastigação ostensiva de pastilha elástica, tenha resolvido "despachar" trabalho em plena cerimónia. Ou para, perante as câmaras da televisão, continuar a mascar furiosamente a sua pastilha elástica quando, na Avenida da Liberdade, decorria a parada militar.
Também não foi por acaso que o ministro da Defesa escolheu os ex-combatentes para celebrar o seu 25 de Abril. Já tínhamos ouvido o que pensa sobre a descolonização, obrigando de resto Barroso a demarcar-se dele. Tem sempre a boca cheia de "pátria" e de "nação" e de "bandeira". Ainda declina mal a palavra democracia.
3. Se restassem dúvidas sobre as intenções de Portas, logo na manhã de segunda-feira elas foram totalmente esclarecidas. Bastou ligar a rádio.
O PP resolveu não comparecer nas cerimónias de imposição da Ordem da Liberdade a várias personalidades nacionais, para protestar contra o facto de Isabel do Carmo fazer parte dos agraciados.
Na véspera à noite, no programa da SIC-Noticias "Outras Conversas" de Maria João Avillez, tínhamos assistido a uma civilizada e muito interessante conversa entre Isabel do Carmo, antiga militante de um partido de extrema-esquerda, Ana Maria Caetano, filha do último presidente do Conselho do anterior regime, e António Costa Pinto, historiador e Comissário das comemorações dos 30 anos, ele próprio, como Barroso ou tanta gente ilustre, ex-militante da extrema-esquerda maoísta.
A filha de Marcello Caetano defendeu o pai, até com alguns argumentos interessantes, mesmo que deles se possa discordar radicalmente. Isabel do Carmo explicou que continua a sonhar com uma sociedade diferente, igualitária - a sua utopia da "ilha de sítio nenhum" -, apesar de ter aprendido que a democracia, enquanto liberdade de cada um para fazer o que quer, pensar o que quer, dizer o que quer, é uma coisa óptima e um ponto de partida fundamental para tudo o resto.
De alguma maneira, o programa reflectiu a maturidade que a sociedade portuguesa atingiu trinta anos depois. A liberdade total de pensamento - sem o mais leve laivo de receio - e o confronto civilizado de ideias.
Estavam, todos satisfeitos e bem dispostos, os antigos primeiros-ministros que Barroso convidou para o Palácio de São Bento. Mesmo aqueles que podiam hoje sentir-se mais ressabiados e mais desiludidos com o rumo que a revolução tomou. Disseram o que pensavam aos microfones dos jornalistas presentes. Incluindo sobre este governo. Com a tranquilidade correspondente ao próprio facto de terem aceite o convite.
À escolha dos cidadãos que receberam a Ordem da Liberdade presidiu, como é óbvio, o mesmo espírito de reconciliação e de abertura. Só Portas não percebeu.
4. Felizmente, o país também está a uma enorme distância de Portas. Em primeiro lugar, na sua compreensão e na sua adesão à democracia liberal.
Há mais de 10 anos, não me lembro exactamente a data, uma sondagem sobre a relação dos portugueses com o 25 de Abril e com os valores essenciais da democracia deixou-me com um nó no estômago. Nessa sondagem, uma maioria de portugueses ainda valorizava mais a segurança e o bem-estar económico do que a liberdade.
Hoje, como demonstra a sondagem do PÚBLICO/ Universidade Católica, os portugueses revêem-se naquilo que é a essência da democracia liberal: a liberdade individual e a possibilidade de escolher e afastar governos através do voto. Não há melhor exemplo da maturidade da democracia portuguesa.
Viagra pode não ser o remédio mais eficaz para grandes males.
Este sim... é o remédio eficaz... natural e sem efeitos secundários ou colaterais.
«A Sra. juíza, dos vários cargos que tenho, suspendeu-me de dois - presidente do Metro do Porto e da Liga Portuguesa de Futebol Profissional - quanto aos outros, não haveria razão nenhuma para não cumprir aquilo que a Sra. juíza decidiu», disse o autarca social-democrata, Valentim Loureiro, citado na Rádio Renascença.
A deontologia política é algo desconhecido em Portugal.
Trinta anos após o 25 de Abril, a jovem democracia portuguesa ainda tem muito que aprender, com os políticos à cabeça.
A suspensão de toda a actividade profissional oficial, enquanto não se esclarece as suspeitas levantadas, deveria ter sido a atitude correcta – aliás, confesso que não percebo a suspensão no Metro do Porto e por outro lado a continuação à frente da Câmara de Gondomar.
Era uma vez...
Era realmente uma vez.................
Numa terra muito, muito distante...
Uma princesa LIIIIIIIIIIIIIINNNNNDDDDDDDDDDAAAAAAAAAAAAA, independente, com possibilidades económicas e cheia de auto-estima.
Num determinado dia deparou-se com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas.
De repente a rã saltou para o seu colo e disse:
- Linda Princesa, eu já fui um Príncipe muito bonito, mas um dia, uma bruxa má fez-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, pode transformar-me de novo num belo e formoso Príncipe. Poderemos então casar e constituir residência em teu lindo castelo.
Teríamos muitas crianças e seríamos felizes para sempre... E até a minha mãe poderia vir morar connosco....
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã ao "sautée", acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, ela riu e pensou consigo mesma:
- Nem morta!
Um americano, um inglês e um iraquiano estão a beber num bar. O ianque está a beber uma cerveja e, de repente, atira o copo vazio para o alto, saco um revólver e estilhaça o copo em pleno ar com um tiro certeiro. Depois olha para os assustadíssimos presentes e diz:
- Na América os copos são tão baratos que nós não precisamos beber do mesmo duas vezes!
O inglês, obviamente impressionado, termina de beber a sua cerveja, atira o copo para o ar, saca o seu revólver e atira, espatifando o copo. Daí diz:
- Nas Ilhas Britânicas temos tanta areia para fazer copos que nós também não precisamos beber no mesmo duas vezes!
O iraquiano, até então caladito, bebe os últimos goles da sua água mineral, atira o copo para o ar, puxa o revólver e atira no americano e no inglês. E diz:
- Em Bagdad temos tantos americanos e ingleses que não precisamos beber com os mesmos duas vezes.
(Furtado no Bichinho-de-Conta)
No dia 26 de Abril de 1937, às 16.40 horas, Guernica, uma pequena cidade basca, foi bombardeada por parte de aviões alemães (Legião Condor) por ordem do General Franco.
Dos 7000 habitantes, 1654 foram mortos e 889 feridos.
Foi considerado o primeiro ataque aéreo da história feito a uma localidade desmilitarizada.
Ao todo, 600 mil pessoas morreram durante os três anos da Guerra Civil Espanhola (1936-1939), que contou com a ingerência estrangeira de 40 mil voluntários das Brigadas Internacionais, em apoio aos republicanos, e outros 60 mil que lutaram ao lado dos nacionalistas de Franco.
A Guerra Civil Espanhola serviu como uma preliminar da II Guerra Mundial para os fascistas.
Agora deu em chegar, com alguma frequência, correio numa língua eslava. Cheira-me a russo. Será?
Outro indício estranho é que o remetente parece ter origem alemã.
Alguns parecem publicitar produtos com os respectivos preços. Outros, como este que a seguir se transcreve, não significam nada para um leigo linguistico como eu. Todos poderão, no entanto, conter vírus.
Больше нет нужды в спешке застилать кровать покрывалом.
Новая коллекция постельных принадлежностей от "www.mypresent.ru" позволит вашей квартире выглядять уютно и блистательно в любом виде и любой ситуации.
Já pensei em ligar ao Carlos Fino para ver se ele conseguia traduzir a mensagem, mas não encontro o número.
Aconselho, contudo, no caso de alguém estar a receber mensagens idênticas a estas, a não se ligarem aos sites incluídos sem informações credíveis sobre os mesmos.
Há forte probabilidades de andarem vírus no ar......
...mail’s.
Nos últimos tempos, chegam diariamente à caixa de correio deste blog uma série de mail’s “virados” (não no sentido tradicional, mas significando que contêm vírus).
O interessante é que todos os outros endereços que utilizo, continuam imunes a esta praga.
Será que alguém me rogou uma praga por eu me recusar a usar “Evolução” em vez de “Revolução”?
- Papá, como é que eu nasci?
- Muito bem, tínhamos de ter esta conversa um dia!!!...
- O papá e a mamã encontraram-se num chat chamado sado-conversas, para pessoas de Setúbal. O papá marcou um encontro com a mamã e acabamos na casa de banho de um cybercafé. Depois, a mamã fez uns downloads do memory stick do papá, e quando eu estava pronto para o upload descobrimos que não havia firewall. Como era tarde demais para fazer cancel, fiz o upload na mesma e nove meses depois o estupor do vírus apareceu.
PS – é só para dar o comando à Luz e informar que esta piada era para ter entrado a seguir a este post, mas que por causa deste teve que ficar adiada (segundo as regras de etiqueta da PB não era de bom tom). Assim a computadora foi o recurso que estava à mão para fazer a transição deste para aquele. Grande confusão....o melhor é baralhar e voltar a dar.....
Sofre de azia?
Sente-se incompreendido?
Recebem-no com assobios em vez de palmas?
Não dão o devido valor à sua “boa-nova”?
A sua popularidade está em decréscimo?
Não é apreciado como devia?
Ó meu amigo, não desespere!...
Experimente a nossa PASTILHA ELÁSTICA
Um remédio natural, sem erres, que são o maior perigo para a sua saúde.
De eficácia comprovada pelo evoluir da ciência.
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Encomendas por carta / telex – envios na volta do correio.
Por poucos minutos não assisti, ao vivo, na madrugada libertadora do 25 de Abril, à tomada do Rádio Clube Português. Passei pela rua pouco antes da chegada dos militares, longe de imaginar o que estava prestes a acontecer. Nessa época, entre ensaios e espectáculos no Grupo de Teatro de Campolide, nunca ia cedo para casa.
Já em casa, acordei horas depois com a minha mãe ao telefonei. Já sei da “caldeirada”, ouvi na rádio, dizia ela ao meu pai que, mal chegara ao trabalho, inquieto com os acontecimentos, logo telefonou para casa a contar o que se passava.
Devo ter pensado cá para mim: Ups, temos caldeirada para o almoço?... Nesses anos de juventude eu não morria de amores por peixe, os meus amores eram outros....
Já desperto, a minha mãe informa-me que um movimento de militares eclodira para derrubar o governo. Confesso que não fiquei muito surpreendido. Pelos círculos do teatro independente por onde andava, em especial depois do fracassado “Golpe das Caldas” um mês antes (16 de Março), sucediam-se conversas e zunzuns sobre movimentações.
As palavras da minha mãe espantaram-me o sono das poucas horas dormidas. Recordo-me que tive a intuição que aquele movimento era o início de algo maior. A dúvida que me assaltou foi só uma: se o golpe vinha do sector democrático ou dos ultra conservadores de direita que criticavam a abertura marcelista.
Contra todos os avisos maternos de preocupação, saltei para a rua e fui ver a marcha dos acontecimentos, viver a Revolução.
Foi um dia de emoção total, de loucura completa. Observar as movimentações militares, sentir-me irmanado com um mar de gente que enchia as ruas e largos de Lisboa onde se desenrolavam as principais operações, falar com este e com aquele, partilhar informações sobre o que estava a acontecer... Recordo-me que as pessoas falavam todas umas com as outras mesmo sem se conhecerem. Nunca vou esquecer a alegria esfuziante das populações que adivinhavam naqueles acontecimentos a vitória da Liberdade com que muitos sonhavam, em segredo, há longas décadas.
Alegria e Liberdade são as duas palavras que, para mim, melhor definem o sentimento e espírito daquele dia 25 de Abril, há trinta anos.
Não sei a que horas regressei a casa. Tardias, tenho a certeza.
Mas que interessa as horas?
Era o meu primeiro dia de liberdade....
Já ninguém estranhava. Desde que o filho morrera em Angola, na guerra, a Ti Custódia desatara a falar sozinha. A toda a hora: enquanto varria as folhas secas da figueira e das trepadeiras no quintal. Na estrada velha a caminho da mercearia do Jonico onde ia comprar pão. Na cerca onde plantava umas batatas e outros legumes para o gasto da casa. Por vezes eram conversas intermináveis, feitas de meias frases, de palavras sem nexo que ninguém entendia. As pessoas passavam e cumprimentavam-na: Como vai, Ti Custódia? Mas ela nem respondia. Absorta no falajar, nem dava pelo cumprimento.
Mas era no meio da Ria, na solidão de gaivotas e caranguejos, curvada sobre o viveiro de amêijoas que limpava, que Ti Custódia soltava, num desespero de gestos e palavras gritadas, a dor imensa que lhe cortava a alma: Volta filho, volta que a mãe morre de saudades de ti...
Cá de cima, encostado ao muro do velho Forte da vila, paredes meias com a igreja, debruçado sobre a Ria Formosa, o guarda-fiscal Matias olhava Ti Custódia e não conseguia deixar de suspirar. Ao contrário do que dizem as pessoas e os livros – pensava -, há coisas que o hábito e o tempo não desvanecem. Coisas boas e coisas más.
Para ele, Matias, era bom olhar a beleza azul-esverdeada da Ria Formosa, as águas mansas espraiadas na maré alta, apertadas na maré baixa, o veludo escuro do chão lodoso à vista.
Havia quase vinte anos que viera para aquele posto e todos os dias se encostava ao muro do Forte e olhava a Ria com os mesmos olhos extasiados da primeira vez: os barcos e bateiras a balouçar, os voos circulares ou picados das gaivotas, as marcas verticais dos viveiros, o labor humano dos homens e mulheres que cuidam da amêijoa em crescimento. Depois os olhos perdiam-se na ilha estreita e comprida, no areal fulvo, na linha densa das copas redondas dos arbustos baixos. E, logo a seguir, no mar. No azul do mar a prolongar-se, em dobra na linha do horizonte, no azul suave do céu. E sobre tudo, e sobre todos, a luz intensa e o quente sol de oiro do Algarve, em reverberações de cal branca e cores garridas.
Mas, para Ti Custódia, a beleza da Ria escoara-se no lodaçal no dia em que soube que o seu menino, a combater lá longe, em África, morrera. Para ela, o tempo não iria curar nunca a ferida e o vazio do filho que lhe fora arrancado. Meu menino! Meu menino...
Ainda por cima, o corpo do filho nunca lhe fora entregue, pensava o guarda-fiscal Matias, a fixar o vulto escuro de Ti Custódia, curvada no viveiro. Muitos voltavam em caixões de chumbo, e as famílias sempre podiam, ao menos, aliviar a mágoa com o funeral e o luto. Mas assim...
E agora, cinco anos depois do telegrama oficial com a trágica notícia da morte do filho, o outro filho da Ti Custódia, o mais novo, estava a um passo de ir para a tropa... e para a guerra no Ultramar, como o irmão.
Pobre Ti Custódia, pobres moços com a vida e a juventude truncadas, que raio de guerra esta!...
*
«Mãe, tenho uma coisa para lhe dizer. É uma coisa muito importante. Uma coisa que a mãe não pode nunca repetir. Nunca, a ninguém, nem à nossa Fatinha, pois a minha irmã ainda é muito nova e estouvada e pode descair-se com alguma palavra.»*
«Ó mãe, já sabe o que sucedeu?»*
De pé, no meio da Ria em baixa-mar, Ti Custódia deu por findo o trabalho desse dia no viveiro. Foi então que avistou o filho. Vinha a descer a falésia em direcção à Ria. Era tão parecido, este seu menino, com o irmão que morrera na guerra... Que lhe quereria ele? Não conseguiu deixar de se assustar. Será desta que sempre vai dar o salto? Será a despedida?Nascimento da actriz Ivone Silva (1935-1987).
Actriz de revista, participou no filme “A Maluquinha de Arroios” e em muitos programas de televisão. Em 1966, Ivone Silva foi galardoada com o prémio de Imprensa para a melhor actriz de teatro ligeiro e com o prémio Estevão Amarante.
Palavras de João Faria Borda (já falecido), um homem que passou dezasseis anos e três meses no Campo de Concentração do Tarrafal, que foi uma das mais sinistras criações do regime a que a Revolução de 25 de Abril pôs termo.
« O Tarrafal é uma prisão política que temos de pôr ao lado de Aljube, Peniche, Caxias, Angra do Heroísmo. Não foram só os presos do Tarrafal que sofreram mas sim milhares de antifascistas vítimas das prisões por onde passaram.
Mas o Tarrafal tinha um aspecto mais duro e violento: o isolamento. Os presos estavam meses e meses sem receber correspondência.
Devido a ter participado numa tentativa de fuga colectiva em 2 de Agosto de 1937, a qual falhou por razões imprevisíveis, fui castigado em seis meses sem correspondência. A minha mãe morreu em Julho mas só vim a sabê-lo em Novembro, passados portanto mais de quatro meses.»
«Todos os directores do Tarrafal, embora com características diferentes, tinham algo em comum: todos eram carcereiros e agentes do fascismo. Conheciam as técnicas nazis e usavam-nas.
João da Silva usava uma técnica frequentemente: fazer promessas junto dos presos menos preparados, enquanto paralelamente redobrava a violência junto dos mais firmes.
Todos os directores do Tarrafal procuraram reduzir, com mais ou menos intensidade consoante a situação política nacional e internacional, a capacidade de luta dos presos. Nenhum deles estava interessado em que estes fossem restituídos à liberdade. Todos pretendiam a aniquilação física e política dos homens que torturavam. Mas não o conseguiram.»
Palavras de João Faria Borda (já falecido), um homem que passou dezasseis anos e três meses no Campo de Concentração do Tarrafal, que foi uma das mais sinistras criações do regime a que a Revolução de 25 de Abril pôs termo.
«A “frigideira” era um paralelepípedo dividido ao meio, com proporções para conter dois homens. Mas, em caso de grandes castigos, chegavam a meter lá dez.
Como respiradouros existia apenas uma fresta em cima e cinco buraquinhos do tamanho da ponta de um dedo na porta de ferros.
Aquecendo extraordinariamente durante as horas do calor, a “frigideira» arrefecia bruscamente com a cacimba, à noite. Descalços e apenas com o fato de caqui, os presos suavam abundantemente durante o dia e tremiam de frio durante a noite.
A alimentação, nessas alturas de castigo, piorava: em dias alternados os presos comiam pão e água ou um caldo quente onde só raramente bailavam alguns grãos de arroz.
Quando os presos saíam, enfraquecidos, da “frigideira” eram atirados para o trabalho mais violento. Entre esses ficou célebre o trabalho a que o fascista Seixas apelidou de ”brigada brava”, pois excedia em muito a própria violência do trabalho normal. Não era permitido beber água ou urinar senão com autorização dos guardas. A “brigada brava” começou com dezenas de presos mas terminou apenas com dois: eu e António Guerra da greve da Marinha Grande, em 18 de Janeiro de 34.
Para mim este trabalho era um choque não só físico como mental, de tal modo que não conseguia dormir durante a noite, obcecado com a ideia de que no outro dia tinha de voltar ao mesmo.
Quando, negros e encharcados, regressávamos ao campo, os restantes camaradas, solidários, ajudávam-nos em tudo o que o regulamento permitia: lavavam-nos a roupa, guardavam para nós a melhor comida e animavam-nos moralmente.»
Palavras de João Faria Borda (já falecido), um homem que passou dezasseis anos e três meses no Campo de Concentração que foi uma das mais sinistras criações do regime a que a Revolução de 25 de Abril pôs termo.
«O campo de concentração era um rectângulo (cerca de 250m por 180) situado num dos sítios mais insalubres do arquipélago de Cabo Verde. Como alojamento existiam umas barracas de lona onde eram metidos cerca de 12 presos em cada uma.
As casas de banho não existiam. Havia apenas uns sanitários – toscos muros de tijolo com uns buracos no chão e umas latas de gasolina para as necessidades.
Como cozinha existia um telheiro com uns muros por onde a poeira entrava aos montes. Dois indígenas faziam a comida. A alimentação era péssima – havia ocasiões em que era necessário pôr bolas de algodão no nariz pois o cheiro da comida impedia que ela entrasse no estômago.
Não havia água potável. Só existia água num poço a cerca de oitocentos metros do campo, água salobra que os presos transportavam em latas de gasolina. Mesmo assim era má e em pequena quantidade, não chegando para a higiene. Tomava-se banho com um único litro de água despejada de uma lata onde eram feitos uns buracos para o efeito.»
«O primeiro director do Tarrafal foi Manuel Martins dos Reis, capitão gatuno e paranóico, vindo da Fortaleza de Angra do Heroísmo. Este director “entretinha-se” a roubar as coisas que os familiares dos presos, com sacrifício, mandavam, desculpando-se que tudo aquilo era enviado pelo Socorro da Marinha Internacional. Chegou mesmo a montar uma pseudo cantina onde vendia as coisas roubadas.
Mal desembarcámos começámos imediatamente a trabalhar. Transportávamos pedras, sob vigilância constante dos guardas.
Em Cabo Verde, região de clima variável, calhou chover bastante nesses anos. A lona das barracas apodreceu de tal maneira que lá dentro chovia como na rua e de manhã acordávamos com a cara negra da poeira que se pegava à humidade que sobre nós caía.
As águas acumuladas formavam pântanos onde se desenvolviam mosquitos transmissores do paludismo. A saúde de todos nós, presos, arruinava-se.
Caíamos atacados da doença chamada biliose. Sem fornecimento de medicamentos e com um médico que era um patife da pior espécie, em poucos dias morreram sete camaradas. Em cerca de uma média de 200 presos era vulgar, em certas alturas, apenas dez andarem a pé.»
«Os escândalos da actuação do primeiro director levaram à demissão deste. Foi substituído por João da Silva, acompanhado pelo fascista Seixas.
Estávamos em 1938/39. A guerra civil espanhola terminava com a vitória do fascismo. O ditador português Salazar tinha contribuído, apoiando com o envio de géneros alimentícios e de homens, os quais ficaram conhecidos pelos Viriatos. Hitler tinha subido ao poder em 1933. Na Itália existia Mussolini. A situação no campo do Tarrafal, reflexo da situação política internacional caracterizada pela ascensão do fascismo, agrava-se terrivelmente.
João da Silva dizia frequentemente: “Quem está aqui é para morrer!”
Com este director começou a funcionar sistematicamente a célebre tortura conhecida por “frigideira”. Todos os dias eram para lá atirados presos e eu também por lá passei algumas vezes.»
«Falar do Tarrafal ou de outras prisões fascistas não deve ser uma simples evocação daquilo que por lá passámos. Ao falar do Tarrafal e das outras prisões importa, em primeiro lugar, saber que elas existiram porque existiu o fascismo. Elas são uma consequência directa do regime de terror que durante 48 anos massacrou o nosso povo e colocou o nosso país na cauda das nações civilizadas.»
«Eu e todos os ex-presos do Tarrafal sentimos profunda indignação quando deparamos com a data gloriosa do 25 de Abril a sofrer os maiores insultos.»
Estas palavras são de João Faria Borda (já falecido), um homem que passou dezasseis anos e três meses no Campo de Concentração do Tarrafal.
Escutei-as em 1978 e ficaram-me na memória e no registo de um longo depoimento sobre o “Campo da Morte Lenta”, nome por que ficou conhecido o Campo de Concentração do Tarrafal. O depoimento foi publicado, nesse ano, no jornal “Batalha Vertical”, do Sindicato da Indústria e Comércio Farmacêutico, de que João Faria Borda era então sócio, por trabalhar numa empresa desse sector.
Agora que alguns senhores se “lembraram” de comemorar os 30 anos da Revolução de Abril sem o R, numa tentativa de branqueamento do regime que vigorou em Portugal durante 48 anos; hoje, dia 23 de Abril, data da criação oficial do tenebroso Campo de Concentração do Tarrafal, em 1936, lembrei-me das palavras de João Faria Borda, com quem conversei várias vezes, e do referido depoimento.
Aqui e nos posts seguintes ficam algumas passagens do depoimento (é muito longo) e a minha singela homenagem a um resistente anti-fascista que toda a vida lutou pela Liberdade.
Quem foi Faria Borda
João Faria Borda, natural de Alcobaça, filho de um camponês, nasceu a 18 de Novembro de 1912.
Em 1932, então com 20 anos de idade, assentou praça na Armada, onde desenvolveu diversa actividade política.
Como dirigente da ORA – Organização dos Revolucionários da Armada – participou, juntamente com outros anti-fascistas, na revolta dos navios de guerra «Bartolomeu Dias», «Afonso de Albuquerque» e «Dão», em Setembro de 1936, naquela que ficou conhecida como «A Revolta dos Marinheiro».
Em consequência dessa participação, depois de julgado em tribunal militar especial para crimes de natureza política e porque no tribunal assumiu a responsabilidade pela acção revolucionária praticada, foi condenado a vinte anos de prisão.
Esteve uns dias na Penitenciária e foi, de seguida, enviado para o Tarrafal (tinha 23 anos), onde chegou a 29 de Outubro de 1936, com outros presos, entre eles nomes como Bento Gonçalves, secretário do Partido Comunista, Mário Castelhano, anarquista, Alfredo Caldeira, do Comité Central do PCP, e tantos outros.
Faria Borda permaneceu dezasseis anos e três meses no campo de concentração. Depois de ter passado ainda mais um ano na cadeia de Peniche foi restituído à liberdade. Tinha então 41 anos de idade!
Voltou ainda a ser preso em 1959/60 por actividade cooperativa.
O Estado Português criou o Campo do Tarrafal, em Cabo Verde.
Este Campo de Concentração, oficialmente denominado Colónia Penal de Cabo Verde, foi a mais temível e brutal prisão política do fascismo português e ficou para a história como o "Campo da Morte Lenta".
Núcleo Museológico do Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas
O Município de Odivelas em colaboração com o Regimento de Engenharia N.º 1 (Pontinha) inaugurou, a 25 de Abril de 2001, o Núcleo Museológico do Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas.
Este núcleo está localizado nas instalações do Quartel da Pontinha onde, de 24 a 26 de Abril de 1974, estiveram reunidos os oficiais que comandaram todas as operações da Revolução do 25 de Abril. Através da dignificação deste espaço e da criação de condições de apoio aos visitantes, procura- se não apenas a valorização do local, mas principalmente a sua divulgação junto do público escolar e de todos aqueles que manifestem interesse pelos acontecimentos que marcaram a história do nosso país.
Tendo em conta que foi neste local que o MFA comandou as operações, sofreu nos momentos de incerteza, prendeu o paladino do regime, reuniu a Junta de Salvação Nacional, ordenou a libertação dos presos políticos, redigiu a maioria dos comunicados à imprensa, percebeu, finalmente, que o movimento tinha triunfado, pretende-se que na sala de operações, mantida tal como estava por ocasião do 25 de Abril de 1974, os visitantes sejam transportados para esse tempo e percebam a importância dos acontecimentos que ali tiveram lugar.
O núcleo apresenta diversos espaços:
Sala de exposição permanente: Trata-se de uma visita aos acontecimentos mais importantes do 25 de Abril, organizada cronologicamente entre as 22h00 do dia 24 e as 8h15 do dia 26. Começa pelo funcionamento do Posto de Comando na noite de 24, podendo observar-se a sucessão dos momentos decisivos do dia 25 até à queda do regime, e termina com a primeira conferência de imprensa da Junta de Salvação Nacional, no Regimento de Engenharia N.º 1, na manhã de 26 de Abril.
Sala de exposições temáticas temporárias: Neste espaço são apresentadas exposições temporárias com temas relacionados com a revolução de Abril, a sua época, objectos e acontecimentos.
Sala do Posto de Comando: Esta é a sala onde esteve instalado o Posto de Comando, com mobiliário, telefones, rádio, mapas e todas as características que tinha em 25 de Abril de 1974. Nela, está exposta uma das figuras de cera dos sete militares que ali comandaram as operações: o capitão Luís de Macedo, do Regimento de Engenharia N.º 1.
Sala de Imagens do Posto de Comando: Nesta sala podemos visionar imagens de reconstituição do funcionamento do Posto de Comando, retiradas do filme da SIC “A Hora da Liberdade” e imagens da reportagem da RTP durante a conferência de imprensa de 26 de Abril de 1974, dada pela Junta de Salvação Nacional no Regimento de Engenharia N.º 1.
Auditório: este espaço, com capacidade para 70 pessoas e equipado com modernos meios audiovisuais, está preparado para a realização de debates, conferências, encontros e pequenos espectáculos relacionados com a temática do Núcleo Museológico. Neste auditório também pode ser visionado um pequeno filme em formato vídeo sobre os acontecimentos de 1974.
Neste auditório decorre ainda a iniciativa “O dia 25 no Posto de Comando”, que teve o seu início em Fevereiro de 2003, e para o qual são convidadas entidades ou individualidades de diversos quadrantes da sociedade portuguesa, que falam com os alunos do Concelho de Odivelas sobre a importância do acontecimento para a sua vida e profissão.
Estiveram já presentes neste importante evento o Sr. Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio; o actor Morais e Castro; o escritor José Jorge Letria; e o Dr. Mário Soares.
Localização:
Quartel do Regimento de Engenharia n.º 1
Av. do Regimento de Engenharia n.º 1 - 1675-103 Pontinha
Pode ser visitado no seguinte horário:
- 4ª feira: 10h00 às 12h30
- 6ª feira: 14h30 às 17h30
Marcação de visitas e informações:
- 4º Domingo de cada mês: das 15h00 às 17h00
Sector de Museus e Núcleos Museológicos
Tel.: 21 934 61 00 - Fax: 21 934 61 98.
Junta de Freguesia da Pontinha, Tel.: 21 478 72 80
Com o vereador da Câmara de Odivelas, Carlos Lourenço, que à data era militar no quartel da Pontinha.
(excerto de um artigo publicado no “Jornal de Odivelas” a 22 de Abril de 2004, assinada por Patrícia Cardoso Fonseca)
A 25 de Abril de 1974 rompe a aurora de um novo Portugal que se queria Democrático, Desenvolvido e Livre. Nada fazia prever o golpe das Forças Armadas que nasce, curiosamente, no agora concelho de Odivelas. Mais precisamente no posto de Comando do Regimento de Engenharia n.º 1 da Pontinha. E tudo fazia antever uma revolta, dado o clima de saturação que a população exalava.
Trinta anos depois, fizemos um percurso pelas datas mais marcantes no antes, durante e após a Revolução dos Cravos. Carlos Lourenço, vereador do Departamento Sociocultural da Câmara de Odivelas, fez connosco este percurso.
1973 – Maio
Protesto dos militares à tentativa de apoio das Forças Armadas ao governo por parte do Congresso dos Combatentes a realizar de 1 a 3 de Junho.
1 de Junho
Início do 1º Congresso dos Combatentes do Ultramar, no Porto, que mereceu a oposição do Movimento dos Capitães.
21 de Agosto
Primeira reunião clandestina de capitães em Bissau.
28 de Agosto
Eleição da 1ª Comissão do Movimento dos Capitães, constituída pelos Capitães Almeida Coimbra, Matos Gomes, Duran Clement e António Caetano.
9 de Setembro
Nasce o MFA na 1ª reunião plenária clandestina dos capitães.
6 de Outubro
Reunião quadripartida do MFA sendo um dos locais a casa do Capitão Antero Ribeiro da Silva, em Odivelas.
Jornal de Odivelas – Que reunião foi esta em Odivelas?
Carlos Lourenço – Foi uma reunião preparatória, já muito próximo do 25 de Abril, mas ainda em 73, a 6 de Outubro. O Movimento das Forças Armadas fez uma reunião em quatro locais diferentes, por questões de segurança, e uma delas foi em Odivelas na Av. Professor Dr. Augusto Abreu Lopes, no número 24, 2º esquerdo, onde residia na altura o Capitão do MFA, Ribeiro da Silva. E dessa reunião, em que esteve presente o Capitão Vasco Lourenço, terão saído decisões importantes. Portanto, Odivelas também teve um grande contributo nesta Revolução, ainda sem sequer se sonhar o que estava em curso. No local, hoje está colocada uma placa junto ao número 24 onde se assinala essa primeira reunião. Isto é um pormenor desconhecido de muita gente. Odivelas, tem, realmente, uma história importantíssima e relevante em termos de país e isso remonta ao século XII / XIV, desde logo com a construção do Mosteiro de Odivelas e o que ele representou para a corte portuguesa ao longo de vários anos. O nosso concelho é um marco da História do país e da História recente de Portugal e da Democracia Portuguesa.
23 de Outubro
Circular clandestina faz um ponto da situação.
24 de Novembro
Reunião plenária, na Parede, onde o tenente-coronel Banazol defende, pela primeira vez, a tese de golpe militar.
1 de Dezembro
Reunião plenária, em Óbidos, onde votam três teses alternativas: golpe militar; continuação da luta contra os decretos de lei 353/73 e 409/73 sobre o estatuto dos capitães, com perspectivas de passar a golpe e continuação da luta legalista contra os decretos. É aprovada a última hipótese, mas a tese de golpe militar ganha apoios e elege-se, pela primeira vez, uma Comissão Coordenadora do Movimento dos Capitães.
1974 – 22 de Fevereiro
Publicação do livro “Portugal e o Futuro”, do General Spínola, que abalou o regime e, em particular, Marcello Caetano.
5 de Março
Reunião de cerca de 200 oficiais dos três ramos das Forças Armadas. Pela primeira vez fala-se da possibilidade do fim da guerra colonial e no derrube da ditadura. É aprovado o documento “O Movimento das Forças Armadas e a Nação”.
8 de Março
O governo transfere alguns dos Capitães de Abril para outros postos de forma a enfraquecer o Movimento. Os capitães são raptados e escondidos pelo Movimento na altura do embarque de alguns para as ilhas.
24 de Abril
Prepara-se o golpe no Posto de Comando do MFA, no Regimento de Engenharia n.º 1 da Pontinha.
P – Na Pontinha concentrou-se um movimento que marcou a História Moderna. Como é que o agora concelho de Odivelas viveu esse dia?
R – No 25 de Abril eu era militar e, sendo da Pontinha, tive oportunidade de assistir a toda a movimentação em torno do Regimento de Engenharia n.º 1, do aparato de cortes de ruas, a população da Pontinha já não saiu de manhã para os empregos, e, ao fim do dia, já a população assistiu a todo o movimento, nomeadamente, recordo que o Prof. Marcello Caetano, quando veio do Carmo, passou essa noite de 25 para 26 no Regimento. Obviamente que ao que pude assistir foi aquela satisfação generalizada e espontânea da população que, com a sua adesão ao movimento, contribuiu decisivamente para que a Revolução também fosse um êxito e que as acções do movimento fossem irreversíveis.
25 de Abril
Dá-se a Revolução dos Cravos.






















Publicado por vmar em 12:11 AM
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Neste mês de Abril comemoro dois acontecimentos que marcaram a minha vida (e da Ana também).
Um é a Revolução de 25 de Abril que, dentro de três dias, faz trinta anos.
O outro... Bem, o outro é mais particular. Mas, para mim, foi o acontecimento mais importante da minha vida: o nascimento do meu filho, há vinte e um anos, mais ou menos por estas horas.
Chamem-me o que quiserem: vaidoso, piroso, baboso...
Mas, conseguindo vencer o impulso de me pôr para aqui a debitar adjectivos às qualidades do meu filho, não consegui mesmo resistir a pôr uma foto. Não é das primeiras, tiradas poucos dias a seguir ao nascimento, porque, onde estou neste momento, não me estão acessíveis. Fica esta, já tinha uns seis meses, e uma simples frase:
Parabéns Luís
(Meninas e senhoras, é a brincar.... não levem a mal. Se ainda assim me quiserem bater, guardem para amanhã)
Conversando com um amigo espanhol, muito inteligente, levantei a seguinte questão: * Porque é que "computador" em espanhol é feminino, ou seja, "computadora"?
Ao que ele me respondeu categoricamente:
- É porque está comprovado que os computadores são do sexo feminino mesmo, sem qualquer sombra de dúvidas.
Aí eu pedi para que ele me citasse uma só razão. Ele me deu várias...
Eis aqui algumas razões que atestam, cientificamente, que os computadores são fêmeas:
1) Assim que se arranja um, aparece outro melhor na esquina.
2) Ninguém, além do criador, é capaz de entender a sua lógica interna.
3) Mesmo os menores errozinhos que você comete são guardados na memória para futura referência.
4) A linguagem nativa usada na comunicação entre computadores é incompreensível para qualquer outra espécie.
5) A mensagem "bad command or file name" é tão informativa quanto, digamos, "se você não sabe porque estou com raiva, não sou eu quem vai explicar!!!!!"
6) Assim que você opta por um computador, qualquer que seja, logo você estará gastando tudo o que ganha com acessórios para ele.
7) O computador processa informações com muita rapidez, mas não pensa.
8) O computador do seu amigo, vizinho, ou do seu escritório é sempre melhor do que o que você tem em casa.
9) O computador não faz absolutamente nada sozinho, a não ser que você lhe dê o comando.
10) O computador sempre bloqueia na melhor hora.
Será que alguém ainda tem alguma dúvida que o computador é de sexo feminino?
O primeiro-ministro polaco, Leszek Miller, afirmou hoje que o Governo está a rever a sua posição sobre a presença militar no Iraque, mas excluiu uma retirada súbita das forças enviadas para o país, sem prévia consulta à Administração norte-americana
Falando em conferência de imprensa, Miller admitiu que a Polónia "não pode ficar indiferente" à retirada dos contingentes de Espanha, Honduras e República Dominicana: "O problema existe, não podemos fechar os olhos ao facto de os espanhóis e de os latino- americanos estarem a retirar-se, mas não vamos fazer qualquer movimento brusco".
Já tinha comentado anteriormente que a decisão da Espanha de abandonar o Iraque não seria uma atitude isolada no contexto mundial. Depois das Honduras e da República Dominicana seguirem o exemplo da Espanha, é agora a Polónia que equaciona abandonar o Iraque. E não vamos ficar por aqui.
As “alianças” americanas estão a ficar cada vez mais enfraquecidas em cada dia que passa.
As vozes que defendem uma solução política para o problema começam a engrossar.
A Comissão Europeia propôs esta quarta-feira uma série de medidas que visam promover a cooperação entre os futuros Vinte e Cinco no que se refere aos sistemas de saúde, permitindo aos doentes deslocar-se a um Estado Membro que não o de sua residência para receber tratamento médico.
O primeiro passo foi dado no passado mês de Março com a aprovação do cartão de saúde europeu, que deverá entrar em vigor em Junho. Com este documento, os doentes da UE terão acesso facilitado aos cuidados de saúde em todos os Estados membros, sem necessidade de uma autorização prévia do país de origem.
A implantação destas medidas poderá pôr um travão no descalabro em que se encontra a saúde em Portugal?
Uma mulher resolve separar-se do marido.
O juiz pergunta-lhe a razão para a separação.
- Compatibilidade de génios.
O juiz estranhou...
- A senhora deve estar querendo dizer incompatibilidade de génios...
- Não, não, é compatibilidade mesmo!
Eu gosto de passear, meu marido também gosta!
Eu gosto de ir ao cinema, ele também gosta!
Eu gosto de pizza aos sábados, ele também gosta!
Eu gosto de homens, ele também gosta!
Não pode haver qualquer dúvida quanto à qualidade e espírito agregativo desta maioria governamental. Conseguiram o que até hoje ninguém tinha conseguido!
Conseguiram juntar, pela primeira vez, os dois maiores sindicatos da Polícia de Segurança Pública numa marcha, hoje quarta-feira, desde o Parque Eduardo VII até ao Ministério da Administração Interna (MAI), em sinal de protesto contra o Governo.
Mais, a este protesto juntam-se os Guardas Prisionais, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, a GNR e a Polícia Marítima. O descontentamento é generalizado e afecta directamente três ministérios - Administração Interna, Justiça e Defesa.
Em vésperas do “Rock in Rio” e do “Euro 2004” é caso para perguntar: Quantos são?!?
A NATO considera os novos submarinos, que vão ser adquiridos pela Marinha portuguesa, um «desperdício». A Marinha portuguesa pediu à NATO que apoiasse e justificasse com necessidades operacionais objectivas o programa de construção dos dois submarinos, mas a NATO recusou o pedido.
As contrapartidas financeiras são apresentadas como forma de transformar a compra dos submarinos num bom negócio para o país. Essas contrapartidas garantem uma injecção de 1200 milhões de Euros na economia portuguesa, nomeadamente em apoios à indústria de construção naval e no apoio à indústria de componentes de automóveis.
O «Diário de Notícias» lembra que a NATO preferia que Portugal investisse em aquisições navais, de modo a que a Marinha pudesse cumprir as suas obrigações na Aliança Atlântica.
Então Dr. Portas para que servem os submarinos (para além do gasto da “massa”, que aliás abunda neste país!!!)?
Para detectar droga?!?
Não era muito mais fácil (e mais barato) ir ao Casal Ventoso?
A coligação governamental PSD/PP vai chumbar uma proposta do PS no sentido de permitir que os três dias adicionais de férias possam ser gozados já a partir do presente ano, e não apenas em 2005. A decisão prende-se com o facto de a maioria das empresas ainda não ter um sistema que permita avaliar a assiduidade dos seus trabalhadores.
Quais eram os objectivos do legislador ao introduzir este artigo?
Ao legislá-lo pretendia-se que entrasse em vigor quando?
Se fosse para penalizar quem tivesses absentismo, não entraria imediatamente em vigor?
A falta de registos não é uma desculpa hipócrita?
A maioria das empresas, talvez até tenha registos da assiduidade. Não têm registos de assiduidade, como de muitas outras coisas, aquelas que vivem na mais completa ilegalidade.
E os registos da Segurança Social, as “baixas”, por exemplo, não são registos?
Se da parte da entidade patronal houver vontade de premiar a assiduidade dos trabalhadores, não será a “falta de registos” que irão impedir a sua concretização.
É atitudes destas que nos fazem permanecer na cauda da Europa.
Nascimento de Ayrton Senna (1960-1994).
Piloto de grande talento que teve uma trágica morte no circuito de San Marino, em Itália, no dia 1 de Maio de 1964.
O seu “Palmarés”:
- Tricampeão Mundial de Fórmula 1 (1988, 1990, 1991)
- 41 Vitórias e 65 Pole’s positions na Fórmula 1
- Campeão inglês de Fórmula 3 (1983)
- Campeão inglês de Fórmula Ford 1600 (1981)
- Campeão inglês e europeu de Fórmula Ford 2000 (1982)
P.S. - neste dia também foi inaugurada Brasília, a nova capital do Brasil.
Dando seguimento a uma sugestão do André aqui fica uma imagem da genialidade de Joan Miró

Joan Miró - Catalan Landscape - The Hunter, 1923-24
El Muro de la vergüenza devora tierras de Beit Jala
En la ciudad de Beit Jala, ocho kilómetros al sur de Jerusalén, por ejemplo, el muro ha devorado una gran porción de sus tierras y ha dejado a varias familias separadas a uno y otro lado.
De acuerdo a los datos entregados por el Registro de Bienes Raíces de Belén, más de 2200 dunums (220 hectáreas) de tierra cultivables entre las localidades de Slayeb al norte y Shafa al sur, han quedado detrás del muro quitándoseles a sus propietarios, e incluso impidiéndoles recolectar sus frutos como ha sucedido en la cosecha de las aceitunas, elemento vital en la vida de la familia palestina.
El pueblo de Beit Jala entero está resistiendo este despojo de sus tierras a través de marchas y manifestaciones y no cesarán hasta recuperar lo que por derecho le pertenece.
"Israel Não Permite Uma Resistência Pacífica Aos Palestinianos"
“O terrorismo não tem qualquer base moral e deve ser condenado! É claro que a sociedade israelita tem pago um terrível preço. Mas o que eu me pergunto, como israelita, é se nós temos deixado aos palestinianos qualquer outra opção?
A Convenção de Genebra reconhece o direito de um povo ocupado a resistir e a lutar pela sua independência. Esta Convenção foi aprovada com base nas lições aprendidas na II Guerra Mundial. Destinou-se a determinar as regras de sobrevivência da raça humana em condições de guerra e de ocupação. Israel não tem respeitado nenhuma cláusula da Convenção de Genebra. Não deixa qualquer opção de uma resistência não violenta.
Um exemplo: nos últimos meses tem havido uma resistência popular ao longo da linha de construção do muro de segurança, que tem vindo a anexar terras palestinianas; nestes protestos os aldeões simplesmente sentam-se nas suas terras, à frente dos "bulldozers" israelitas. O que pode ser mais não-violento? Mas o exército israelita responde com fogo real a estes "sit-in". Qualquer forma de resistência pacífica é oprimida. Desde o início da Intifada, Israel tem provocado os palestinianos a cometer actos de terror. A política de assassínios selectivos destina-se a tornar a vida impossível. Acaba com qualquer réstia de esperança. “
Palavras de Tanya Reinhart, israelita, em resposta à pergunta: Como é que encara os ataques suicidas palestinianos? – entrevista no Público a propósito do lançamento em Portugal do seu livro "Destruir a Palestina - A segunda metade da guerra de 1948"
Timor-Leste «perde um milhão de dólares por dia devido à exploração ilegal, por parte da Austrália, de recursos naquela área em disputa», disse Mário Alkatiri, primeiro-ministro timorense.
A Austrália está a roubar a Timor-Leste um milhão de dólares por dia em direitos de exploração petrolífera, numa altura em que os dois países retomaram as conversações sobre as disputadas fronteiras marítimas
Timor-Leste pretende que as fronteiras marítimas com a Austrália sejam definidas a meio caminho entre os dois países. No entanto, Camberra está a procurar preservar as fronteiras que definiu com Jacarta em 1972, num acordo que colocou muitas das conhecidas jazidas de gás e petróleo em águas australianas. O acordo foi feito pouco antes da anexação de Timor- Leste pela Indonésia, em 1976, a qual a Austrália foi um dos poucos países em todo o mundo a reconhecer.
Onde está a liberdade, os direitos humanos, os direitos de um país ao seu território?
A Austrália continua a impor a sua vontade com base em acordos ilegais – não esquecer que foram obtidos com uma força ocupante e ilegítima – e a desprezar os legítimos direitos de uma país, simplesmente para continuar a obter os proveitos de riquezas alheias.
A ONU e a comunidade internacional já tomou alguma atitude?
Os fracos e os pobres não têm direitos?
Este é mais um caso de hipocrisia no “mundo cão” em que vivemos.
As forças militares britânicas poderão ter de ficar no Iraque por mais 10 anos para garantir a segurança no país após a transferência de poder, marcada para 30 de Junho, admitiu esta terça- feira o comandante das tropas britânicas estacionadas na cidade de Bassorá.
Eu estou a ver mal o filme ou este senhor é doido?
Seria sustentável uma ocupação por mais dez anos?
O mundo islâmico permaneceria impávido e sereno durante mais uma década?
A Federação Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Superior Particular e Cooperativo anunciou hoje um projecto para combater a obesidade dos estudantes universitários, tradicionalmente dados a maus hábitos alimentares e alheados do exercício físico.
Os resultados servirão, segundo José Alberto Rodrigues, para que a associação "possa responsabilizar as instituições e o Governo pela necessidade de garantirem o acesso fácil dos estudantes aos ginásios". De acordo com o dirigente, o desporto escolar no ensino superior existe apenas nas faculdades de Educação Física e a situação agrava-se com a aposta das cantinas escolares na comida "fast-food", ou "comida de plástico", rica em gorduras.
José Alberto Rodrigues pediu mesmo aos estabelecimentos de ensino superior que instruam responsáveis das cantinas universitárias para favorecerem, no preço, a alimentação tradicional. "As instituições têm de ser responsabilizadas neste âmbito, não podendo preocupar-se apenas com as questões mais curriculares", defendeu.
O sistema educativo deve, obrigatoriamente, debruçar-se sobre a condição física e a qualidade alimentar dos alunos.
«mens sana in corpore sano» - mente sã em corpo são
O marinheiro era loiro, casado com uma filha de alemães, tão loira quanto ele e, por isso mesmo, ficou um tanto surpreso ao voltar para casa e descobrir que, durante a sua ausência, sua mulher dera à luz um puto mulato.
- É muito simples - explicou a mulher. Como eu não tinha leite suficiente, o bebe teve de ser amamentado por uma preta . Ele nasceu branco mas, pouco a pouco, foi escurecendo e acabou assim.
O marido ficou desconfiado e resolveu perguntar à mãe se ela achava possível uma historia dessas.
- Claro que é possível, aconteceu a mesma coisa connosco. Como eu também não tinha leite, tu foste amamentado por uma vaca. Por isso é que ficaste com os cornos desse tamanho...
Passe o “rato” no nariz do rapaz e espere para um pouco para ver a sua reacção!!!
(Consta que esta obra ganhou o prémio Phillips de Arte Digital)
Pensamentos de Rodrigo Ribeiro no seu comentário a “A linguagem do século XXI”.
Gostava de salientar o seguinte: desde há uns tempos a esta parte, que considero os textos sagrados (sem excluir algum), mais a imutabilidade da "sabedoria" nos mesmos contida, um enorme pesadelo para a humanidade.
Humanidade que, de quando em vez, é abençoada com o nascimento de dignos representantes da espécie, tolerantes, bondosos, conscientes, humildes, etc...que consagram a sua existência à prática da máxima «não faças aos outros, o que não gostas que te façam a ti.» Simples. Condição comum a muitas dessas pessoas, o facto de serem religiosas praticantes, mas (e é aqui que eu pretendia chegar), eu acredito que seriam igualmente bondosas, honestas, tolerantes, conscienciosas, etc..., mesmo que todas as divindades até ao momento inventadas pela imaginação humana (por necessidade de conforto, de segurança e de explicações "plausíveis" para tanta dúvida existencial e metafísica; entre outros motivos que podiam igualmente ser dados como "plausíveis", por mais inaceitáveis que fossem!), nunca tivessem emergido das obscuras masmorras das mentais insanidades de seres humanos tolhidos de medo, ou inflamados pelo ódio.
Os oportunistas políticos e religiosos (cada um de per si, ou combinados na mesma pessoa) especializaram-se em aproveitar as situações em proveito próprio (daria pano para mangas tentar explicar o que é isso do "proveito próprio"); os que, cingindo-se ao oportunismo religioso, radicalizam posições, limitando-se a ser veículos da incontestável vontade divina; de índole complexa (e sabe-se lá mais o quê?) necessitam de estar envolvidos em projectos megalómanos, que transvasam as margens da razão, e são a imutabilidade irracional em estado puro.
Nem vestígio de espiritualidade!
Nascimento do pintor espanhol Joan Miró (1893-1983).
Miró pertence à segunda geração de artistas modernos. Geração esta caracterizada pelo início do impressionismo, fauvismo e inclusivé cubismo.
É inaugurado hoje o portal que permitirá aos investigadores portugueses efectuar pesquisas simultâneas em cerca de 3500 revistas científicas e ler o texto integral dos artigos encontrados, como já tinha noticiado anteriormente. A Biblioteca do Conhecimento Online, assim se passará a chamar este portal, estará disponível a partir da manhã de terça-feira.
Uma vez perguntaram a Confúcio, sábio da China Antiga :
«O que o surpreende mais na humanidade?»
Confúcio respondeu:
«Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para a recuperar. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido...»
Meses antes da Revolução que pôs termo à ditadura em Portugal, a Faculdade de Direito de Lisboa estava a ferro e fogo (como muitas outras na Universidade, o Técnico, por exemplo): Greves, boicotes às aulas, polícia, identificação de estudantes, meetings feitos à pressa a incitar à greve geral contra os chumbos e o sistema de ensino, reuniões de alunos interrompidas pelas matracas dos gorilas, prisões e espancamentos de alunos.
Os primeiros dias na Faculdade para os caloiros – especialmente os que, como eu, jovens e despolitizados, vinham de um Liceu na pasmaceira da província – eram feitos de espantos e curiosidades irreprimíveis perante tal ambiente.
Junto à mata densa que, nessa época, rodeava a Cidade Universitária havia sempre várias carrinhas azul-escuro estacionadas. Era a polícia de choque. O poiso preferido deles era por detrás da Faculdade de Letras, meio escondidos entre o arvoredo. De longe avistávamos os polícias e o brilho metálico dos cassetetes presos à cintura. Passavam ali os dias à espera de serem chamados, ao mínimo sinal de agitação dos estudantes, e irem a correr para as faculdades bater e prender os alunos suspeitos ou revoltosos.
À entrada de Direito, no cimo da escadaria, entre os portões envidraçados, passeavam-se sempre alguns gorilas, polícias-vigilantes à paisana que guardavam as faculdades e pediam a identificação aos alunos. Mostrávamos o cartão sem os olhar. Era a nossa forma de protesto. De resto, o fanfarrão exibicionismo dos corpos avantajados, as mangas arregaçadas em pleno inverno, o riso sarcástico e um não sei quê de emporcalhado e torpe nas caras de todos eles, levavam-nos instintivamente a baixar os olhos, sempre que passávamos perto.
Os gorilas tinham sido colocados nas faculdades pela PIDE-DGS, a polícia política do Estado, para espiar e denunciar os estudantes contestatários e reprimir, à bastonada e ao pontapé, se necessário, as manifestações subversivas. E, de facto, era isso que acontecia.
Direito tinha sido transformada em quartel-general e as instalações associativas confiscadas aos estudantes e ocupadas. Sabia-se que os gorilas passavam os dias a emborcar cerveja, ouvir rádio e jogar às cartas em altos berros. Às salas de aula e anfiteatros, nos andares superiores, chegavam as risadas e os gritos estridentes que atiravam uns aos outros.
Gorilas!... Quem lhe tinha posto o nome fizera-o num momento de inspiração. Famoso era o King-Kong, notório pela descomunal largura de ombros. Tinha sido estrela de cinema, Tarzan num qualquer filme de terceira classe, e apreciava sobremaneira mulheres com pêlos nas pernas, confessara, em entrevista, numa revista de actualidades que circulara de mão em mão e de aula para aula, para divertimento dos estudantes.
Um dia, no início do ano lectivo, estava sentada num recanto a conversar com uma amiga. Acercou-se de nós um colega e disse-nos, muito rapidamente, quase a falar-nos ao ouvido: Amanhã não faltem à aula de Economia Política. É importante. Vamos boicotar a aula do Martinez.
Que iria acontecer?, interrogamo-nos, a olhar uma para a outra, o coração em sobressalto.
Não faltamos à aula, claro. Ainda por cima detestávamos o cínico do professor, Director da Faculdade, que chumbava mais de oitenta por cento dos alunos. Corriam histórias sobre as orais onde o Martinez fazia as mais disparatadas e absurdas perguntas aos alunos – em que ano foi criado o Instituto Nacional de Estatística, quem esteve no funeral de Hugo Grócio, onde estão os restos mortais de Francisco Suarez, qual o número exacto de bordadeiras da ilha da Madeira.... Os alunos exorcizavam os rancores ridicularizando o conteúdo do manual, da autoria do próprio Martinez, apontando a dedo algumas passagens “iluminadas”. Uma das mais gozadas analisava a quebra de natalidade na raça branca e concluía: “...Dir-se-ia que, cansado de civilização, esgotado por um esforço de aperfeiçoamento de alguns milénios, o homem branco se recusa a realizar a sua missão de perpetuar a própria espécie.”
“Ó pá, ainda por cima, um gajo bem pode marrar a porcaria do manual de uma ponta à outra, pá, que o facho do Martinez, se lhe der na mona, trama-nos à mesma”, queixavam-se os colegas dos anos mais adiantados mas ainda com Economia, do primeiro ano, por fazer. Especialmente os rapazes, que andavam à rasca, a contabilizar os chumbos, as cadeiras em atraso, a perspectiva de lhes ser negado mais um adiamento militar e a ida para a tropa e para a guerra em África a aproximar-se em velocidade vertiginosa.
No dia do planeado boicote à aula de Economia Política, o anfiteatro estava cheio, a abarrotar. Até nos espaços laterais havia estudantes, de pé. O Professor Martinez entrou na sala, sentou-se à secretária, engravatado e superior, distante e solene. Levantou os olhos para o anfiteatro cheio em peso, fixou-os, austero, sobre a massa agitada dos estudantes e começou, devagar e com sílabas vincadas, a discursar sobre a matéria da aula.
Não demorou muito a fazer-se ouvir o som do matraquear de dedos nos tampos das carteiras. A princípio tudo se resumiu a batidas dispersas, subindo progressivamente, num crescendo ritmado que se sobrepôs à voz do professor.
Apanhado de surpresa, o catedrático levantou-se da cadeira e o barulho cessou por instantes breves.
“Abaixo a selecção burguesa”, atirou alguém no meio do anfiteatro. “Fascista”, acrescentou outra voz, aguda. “Nazi!...”, rosnavam os alunos.
De pé, as mãos hirtas sobre a secretária, o rosto congestionado, o professor fixava o anfiteatro. As palavras saíam-lhe apertadas: "Meus senhores..." Mas o matraquear de dedos recomeçou, mais intenso ainda, de mistura com o bater de sapatos no chão, e abafou-lhe a voz. Era uma sinfonia enraivecida. Os sons secos dos dedos que batiam alternavam com as vibrações pesadas dos pés que pateavam, de mistura com pancadas dispersas dadas por mãos abertas nos tampos das carteiras.
Os gorilas irromperam pelo anfiteatro de roldão, por ambas as portas, quatro e cinco de cada lado, e colocaram-se à frente da secretária do professor, em guarda, de pernas abertas, braços inchados, matracas nas mãos, a medirem os estudantes com os olhos. O catedrático, com um sorriso simuladamente calmo, disse qualquer coisa do género: “Os senhores que desejam assistir civilizadamente à aula façam favor de ficar. Os restantes, agradeço que se retirem. Eu espero... lá fora.”
Saiu vaiado por um coro de assobios agudos. Alguns gorilas subiram os primeiros degraus do anfiteatro, o peito tenso e as matracas a dançar, e muitos estudantes desataram a sair, empurrando-se uns aos outros. Um aluno pôs os braços no ar e pediu: "Colegas... vamos sair todos com calma." Um gorila fixou-o ameaçador e ele ripostou: "Estou só a pedir calma." Voltou-se para a turma, à direita e à esquerda e repetiu: "Colegas, vamos sair todos. Que não fique cá nenhum. Que não fique cá ninguém."
Não foi fácil atravessar a barreira compacta de estudantes que se amontoavam à porta do anfiteatro. Todos queriam sair mas todos queriam continuar a espreitar lá para dentro. Já estava do lado de fora quando se espalhou a notícia que os gorilas tinham desatado a bater e um estudante já estava ferido e a sangrar na cabeça com um golpe de matraca. Um grito tremendo irrompeu no burburinho agitado e ecoou pelos corredores da Faculdade: "Fim da guerra colonial. Independência às colónias".
Foi como uma onda avassaladora. Respondemos em coro, a uma só voz, em compasso repetido: "Fim da guerra colonial! Fim-da-gue-rra-co-lo-ni-al. Fim-da-gue-rra-co-lo-ni-al..."
A partir daí tudo ganhou velocidade. Os gorilas enraivecidos atirados aos estudantes, aos socos por tudo quanto era gente e sem olharem a quem. Gritos cruzados no ar, empurrões, encontrões, livros e cadernos espalhados pelo chão. Estudantes em fuga, cada um para seu lado, pelos corredores laterais, escadas abaixo e escadas acima, em direcção à saída ou ao refúgio das casas de banho, lá ao fundo. E um corpo compacto de polícias, fardados e com bastões, a entrar, em passo rápido e militar, pelo portão principal da Faculdade.
Nota: O Prof. Martinez foi saneado com o 25 de Abril. Alguns anos mais tarde voltou à Faculdade. Igual ao que sempre foi, ao que consta.
O novo presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, anunciou no domingo a retirada imediata das tropas espanholas do Iraque.
O líder radical xiita, Moaqtada Al Sadr, apelou, esta segunda-feira, ao fim dos ataques contra as tropas espanholas.
E então? Será que estas dois factos aconteceram por mero acaso?
Será que também acabaram os ataques terroristas em Espanha?
A partir de hoje, o gás de botija da Galp passa a custar mais 70 cêntimos por garrafa, ou seja, um aumento de 5 por cento sobre os 13.9 Euros por garrafa que vigorava até ontem.
Juntando os fortes aumentos na água, combustíveis, pão, portagens, etc., que contrastam com os magros aumentos nos vencimentos negociados sob a mira de tectos salariais preconizados pelo governo, pergunta-se:
Onde está a tão anunciada retoma?
PS – a OCDE acaba de anunciar que Portugal irá violar os critérios fixos no Pacto de Estabilidade e de Crescimento europeu em 2005.
Nascimento do político Duarte Pacheco (1899-1943).
Foi como ministro das Obras Públicas que deu início a uma serie de obras, onde se destaca, o Estádio Nacional, a auto-estrada Lisboa-Caxias, a Fonte Luminosa e as Avenidas Novas em Lisboa.
«....O terror é a linguagem do século XXI. Se quero alguma coisa, aterrorizo-te, para o conseguir. Apoiar George Bush é uma forma de terrorismo. Apoiar a Al-Qaeda também. Toda a gente está envolvida, acredite. Todo o muçulmano é terrorista, mas todo o não-muçulmano também. Há épocas em que isto é necessário. É o "tempo dos assassinos", está previsto no texto divino...»
«...Os seculares dizem que "o Islão é a religião do amor". É verdade. Mas o Islão também é a religião da guerra. Da paz, mas também do terrorismo. Maomé disse: "eu sou o profeta da misericórdia". Mas também disse: "Eu sou o profeta do massacre". A palavra "terrorismo" não é nova entre os muçulmanos. Maomé disse mais: "Eu sou o profeta que ri quando mata o seu inimigo". Não é portanto apenas uma questão de matar. É rir quando se está a matar...»
«...O que pretende a Al-Qaeda? O terror. Estão empenhados numa jihad defensiva, contra os que atacaram o Islão. E a longo prazo querem restabelecer o estado islâmico, o califado. E converter o mundo inteiro...»
Palavras aterrorizadoras de Omar Bakri Mohammed, Líder do "Londonistão" e Teórico da Al-Qaeda na Europa
O fim desta “guerra” afigura-se longínquo. A resolução do problema passará por esta via?
Fastio, S. Cristóvão, S. Martinho, Serrana, Carvalhelhos e Caldas de Penacova são as marcas portuguesas de água que pertencem ao núcleo fundador da Confraria da Água, entidade que pretende fomentar a cultura da água e valorizar a água produzida em Portugal. Resultante de uma iniciativa de cerca de 70 apreciadores de águas naturais, a confraria foi formalmente constituída no passado sábado, na Quinta das Lágrimas, em Coimbra.
A confraria vai desenvolver acções para sensibilizar os consumidores e profissionais sobre as características específicas das águas naturais portuguesas e promover concursos e degustações.
A propósito de água, proponho-vos a visualização de um vídeo espectacular sobre a água.
Dado o tamanho do vídeo (7Mb) só será disponibilizado por mail - vale a pena o esforço.
Com a pressa que estava em ir de fim de semana - o programa era espectacular -, esqueci-me por completo averiguar quem seria o eleito(a).
O eleito(a)?!?
Pois a nossa visita nº 50.000!!!
Ontem como estava com os bofes de fora, não tive forças para investigar quem teria sido o eleito(a). Hoje já é tarde.
Fico-me pela efeméride e pela satisfação de algo jamais imaginado.
Nos 208 dias depois do 1º post (quase sete meses), foram inseridos 1.565 posts, dos quais resultaram 2.123 comentários em 50.178 visitas.
Um muito obrigado a todos.
Num país com um regime político que obrigava as professoras primárias a pedir autorização ao governo para casar, não é de espantar que, em Portugal, nos tempos da ditadura que terminou com a Revolução de 25 de Abril, a indumentária das pessoas fosse regulamentada, não sendo permitidos certos modelos considerados “ousados”. Tudo em nome da moral e dos bons costumes. Ou, como justificava um Decreto-Lei de 1941, relativo aos modelos de fato de banho, para “salvaguarda daquele mínimo de condições de decência que as concepções morais e mesmo estéticas dos povos civilizados ainda, felizmente, não dispensam”.
Afixadas em editais pelas capitanias, as regras para os modelos de fato de banho permitidos eram as seguintes:
Para senhora, “fato inteiro com saia por cima, com decote sem descobrir os seios, com costas decotadas sem prejuízo do corte das cavas ser cingido nas axilas”.
Para homem, “camisola e calção com corte inteiro, justo à perna e reforço interno da parte da frente, e justo à cintura cobrindo o ventre”.
As regras que impunham “decência” no vestuário continuaram legalmente em vigor por muitos anos. Mas, com o correr dos tempos, na prática foram cada vez mais sendo postas em causa e não aplicadas. Para isso muito contribuiu o turismo que, na década de sessenta, começou a procurar o nosso país como local de veraneio. Especialmente o Algarve onde, todos os anos e cada vez mais, apareciam ingleses, franceses, holandeses e alguns alemães... com indumentárias muito ousadas para os nossos padrões e costumes.
Era a época da mini-saia e do biquini para as raparigas, das longas e despenteadas cabeleiras para os rapazes. E se muito boa gente, neste nosso isolado Portugal, se escandalizava com a “pouca-vergonha” das vestimentas dos estrangeiros, muitos, especialmente a juventude, adoptavam alegremente as novas modas, com grande escândalo das almas conservadoras.
Os meus sogros, que são algarvios, ainda hoje contam um caso, ocorrido nos primeiros anos da década de sessenta, numa praia da zona. Se é verídico ou anedota não sei.
Contam eles que por lá apareceram umas inglesas, talvez das primeiras estrangeiras que arribaram àquelas paragens. Vestidas com biquinis numa praia onde todas as senhoras e raparigas ainda só usavam fato-de-banho, eram alvo de todos os olhares, muitos deles críticos. Então o “cabo do mar” foi falar com elas, tentando, com a meia dúzia de palavras em inglês que sabia, explicar-lhes que ali, naquela praia, só era permitido usar fato-de-banho de uma peça. Só uma peça, uma só, tentava o pobre homem explicar. Então as inglesas, divertidíssimas, disseram que sim, tinham compreendido, só não sabiam era qual das duas peças por elas usadas era para tirar, a de cima ou a de baixo.
Sabiam que, no Portugal Salazarista (especificamente entre 1937 e 1970), para ter um isqueiro era preciso ter licença de uso?
Pois era! E, pelo menos em Lisboa, actuavam diversos “caçadores de multas” a tentar apanhar todos aqueles que acendiam o isqueirozito e não eram portadores da respectiva licença.
O decreto que regulamentava tal medida era o Decreto-lei n.º 28 219 de Novembro de 1937. Foi abolido em Maio de 1970.
Quanto ao regime político que criou leis tão extraordinárias como a licença de isqueiro, foi abolido a 25 de Abril de 1974.
Portugal, nos tempos da ditadura, a que a Revolução de Abril pôs termo, não era só um país pobre e repressivo. Era também um país fechado, triste, bafiento, com uma moral castradora, que algumas leis e regulamentos, de um ridículo atroz, procuravam enquadrar.
Famosa ficou a postura da Câmara Municipal de Lisboa, em vigor desde 1953. Dirigida aos polícias e aos guardas-florestais, especificava os crimes e multas em que incorriam todas aquelas pessoas que procuravam “frondosas vegetações para a prática de actos que atentem contra a moral e os bons costumes.”
A seguir, especificava os actos e respectivas multas a aplicar pelos polícias e guardas-florestais:
1º - Mão na mão (2$50);
2º - Mão naquilo (15$00);
3º - Aquilo na mão (30$00);
4º - Aquilo naquilo (50$00);
5º - Aquilo atrás daquilo (100$00);
§ único - Com a língua naquilo (150$00 de multa, preso e fotografado).
A crise existe, mas apenas para alguns.
A "retoma" chegou à Câmara Municipal de Lisboa!
Entre Março de 2003 e Março de 2004, o Município Lisboeta adquiriu 11 viaturas topo da gama no valor de 600.000 Euros. Nove da marca Peugeot a quase 50.000 Euros cada, um Lância Thesis de igual valor e um Audi A8 4.2 V8 Quattro de 115.000 Euros. Acresce registar que o Audizito consome 19,6 litros de gasolina em circuito urbano!
Segundo Santana Lopes foi um bom negócio, visto que, e segundo ele, o seu antecessor gastou mais dinheiro. Os carros substituídos estavam velhos, tinham três anos!
Porquê este despesismo, estando o país na situação económica em que está? Carros topo da gama com três anos, são carros velhos? João Soares deixou um Volvo S80. Será que este carro com três anos não está em condições de circulação?
Porquê a necessidade de um Presidente de Câmara circular num Audi A8 4.2 V8 Quattro? Ainda por cima num país que está de tanga! O Lância Thesis foi para a vereadora do PSD Teresa Maury e os Peugeot para os outros colegas de partido. O vereador do PS, Vasco Franco continua com o seu Laguna de 99 e o seu colega do PCP, António Abreu também continua com o seu Laguna de 98!
Assim se gasta o dinheiro do contribuinte!!!
Sabem qual é o slogan da Audi para promover o seu carro?
"Os sonhos não têm preço"
Como avisei estou com muita pressa.
Contrariamente ao que diz o morfeu, eu não vou fazer desta ginástica!!!
Eu vou sentar o rabo na pasteleira e vou dar à pedaleira com esta companhia.
Não vou bem acompanhado?!?
Muitas coisas já se contaram sobre o 25 de Abril e muitas ficarão, para sempre, por contar.
Pequenos nadas. Por pouco importante que tenham sido, foram elos de uma corrente.
Há lugares e gentes que, no anonimato, foram um elo de Abril. Poucos os conhecem, ficaram na penumbra da história da Revolução.
Arrancando um desses pequenos elos à penumbra, aqui fica um lugar que albergou, um dia, aqueles que, a 25 de Abril, nos libertaram.

Prédio nº 24 da Av. Augusto Abreu Lopes, em Odivelas.
A propósito de ditadores e aproveitando ser hoje o dia que seria de aniversário para Charles Chaplin, se fosse vivo, e numa altura em andamos a recordar o mês da liberdade, pareceu-me oportuno publicar aqui um discurso que ficou na história: o de Chaplin em “O Grande Ditador”.
Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar - se possível - judeus, o gentio ... negros ... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma do homem ... levantou no mundo as muralhas do ódio ... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos cépticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem ... um apelo à fraternidade universal ... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora ... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas ... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia ... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais ... que vos desprezam ... que vos escravizam ... que arregimentam as vossas vidas ... que ditam os vossos actos, as vossas ideias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar ... os que não se fazem amar e os inumanos.
Soldados! Não batalheis pela escravidão! lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Estás em vós! Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela ... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo ... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores libertam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo das trevas para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!
A policia política (PIDE) e os métodos de obter informações (tortura) a todos aqueles que se opunham ao regime foram expoentes da governação Salazarista. Publica-se aqui um extracto de uma biografia de António de Oliveira Salazar (1889-1970). O pensamento de Salazar é colocado na primeira pessoa pela ficção de Fernando Correia da Silva. A política levada a cabo pelo pequeno “Grande Ditador” português, mergulhou o nosso país numa longa noite de quatro décadas. Objecto de contestação dos mais variados sectores, caiu pela acção do MFA, na madrugada de 25 de Abril de 1974.
«....Os grandes homens, os predestinados, os grandes chefes, não se embaraçam com preconceitos, com fórmulas, com preocupações de moral política. A violência pode ter vantagens mas não na nossa raça nem nos nossos hábitos. Em Portugal não há homens sistematicamente violentos. Aqui, há que governar tendo sempre em conta esse sentimentalismo doentio a que chamamos bondade. Para defender a Pátria, aqui não é preciso usar da violência. Um safanão a tempo é quanto basta.
Nas revistas e nos jornais e nas emissoras radiofónicas e nos teatros e nos cinemas, o lápis azul e a tesoura da Censura prévia cortam os textos e as imagens fora de prumo, há regras a cumprir, safanão a tempo. Nas livrarias, a polícia apreende os livros subversivos, há regras a cumprir, safanão a tempo.
Se abandonados à liberdade, os homens logo se convertem em libertinos. Reforço a proibição das greves e em 1933 fundo a PVDE - Polícia de Vigilância e Defesa do Estado. Agentes italianos e depois uns alemães, com as suas técnicas, virão ajudar-nos a torná-la mais eficaz. Rapidamente a PVDE estende uma rede de informadores de norte a sul da Nação, nas cidades, nas vilas e até em aldeias. É fácil, muita gente ambiciona ganhar mais uns tostões.
A função primeira da PVDE é prevenir as tentações de libertinagem, é intimidar não só os ímpios e os incautos à beira da impiedade, mas também os respectivos pais, e cônjuge, e filhos, e irmãos, e colegas, e amigos, todos os que estejam em perigo de contágio. Subversão é peste, há que meter a Nação em quarentena. E meto, mas alguns escapam, danados que tentam danar os outros, cães raivosos.
Reorganizo as forças militarizadas, a GNR - Guarda Nacional Republicana, a PSP - Polícia de Segurança Pública, e a Guarda Fiscal. E chamo ao meu gabinete, primeiro o Agostinho Lourenço, director da PVDE; mais tarde o Silva Pais, director da PIDE. Alerto:
- Mais vale um safanão a tempo do que deixar o Diabo à solta no meio do povo.
Contam-me como fazem. Localizam onde pousa um dos suspeitos. A meio da noite arrombam a porta, dão-lhe voz de prisão e uns sopapos, arrastam-no para a sede, interrogatório, safanão primeiro. Se o subversivo conta o que sabe, é porque já está a caminho da salvação. Se não fala, safanão segundo, espancamento. Se calado continua, safanão terceiro, é a penitência da estátua, dias e noites obrigado a ficar sempre de pé, até que as suas pernas se transformem em dois trambolhos. Variante do terceiro safanão é a penitência do sono, dias e noites sem dormir; quando cabeceia, logo acendem um holofote contra os seus olhos. Um dos possessos, ao fim de quinze dias e quinze noites sem dormir, começou a beijar a parede, alucinações, pensava que estava na cama com a mulher. Depois entrou em coma. Normalmente, depois do terceiro safanão, os inconfessos entram em coma. Ninguém os mata, eles é que se deixam morrer porque se negam à salvação.
Alguns sobrevivem ao terceiro safanão, mas nada mais podemos fazer por eles, almas penadas já são em vida. Com ou sem julgamento são despejados em masmorras. Em 1936 inauguro as colónias penais do Tarrafal e de Peniche. É no Tarrafal que vai morrer Bento Gonçalves, secretário do Partido Comunista. Outros seguem-lhe o exemplo; no Tarrafal e em Peniche, no Aljube e em Caxias.
Não, não é preciso usar da violência, somos um povo de brandos costumes. Aqui, para governar, um safanão a tempo é quanto basta....»
Treinos!
Treinos para os Jogos Olímpicos.....em Portugal.
Um número de barra e argolas, com muito trabalho de peito e membros.
Exercício a exigir muita delicadeza e concentração!
Uma mulher entra num “chat”, quando uma pessoa com um “nick” meio estranho lhe pergunta:
- Queres teclar?
- Homem ou mulher?
- Queres ou não queres teclar?
- Depende! És homem ou mulher?
- Advinha!
- Ok... Diz-me 5 marcas de cerveja...
- Sagres, Super Bock, Cristal, Tagus e Carlsberg.
- Certo... agora diz-me 5 marcas de preservativos.
- Control, Durex... Hum... tá difícil.
- Tu... És homem!
- Pois sou. Mas... como descobriste?
- Foi fácil! Bebes mais do que fodes...
Nascimento de Charles Chaplin (1889-1977).
Com uma carreira profissional brilhante e reconhecida, este génio do cinema inspirou-se nas suas vivências para criar uma personagem comovente e patética, que denuncia as contradições da vida humana, com base num discurso universal: Charlot.
“Tempos Modernos”, “ A Quimera do Ouro”, “Luzes da Ribalta” e o” Grande Ditador” são alguns dos filmes que o tornaram famoso e lhe deram um lugar à parte no mundo do cinema.
Nascimento do cineasta português António Lopes Ribeiro (1908-1995).
“O Pai Tirano”, “Frei Luís de Sousa” e “Amor de perdição” são alguns dos seus filmes mais conhecidos.
“Filopópulus”: o que a censura cortava eram os trechos que se referiam à guerra, à ordem, ao poder absoluto. Durante os espectáculos o Grupo não respeitou os cortes.
O Grupo de Teatro de Campolide, amador na origem, tornar-se-ia anos mais tarde na Companhia de Teatro de Almada
Um ofício da PSP, proibindo colóquios, inclusive nos ensaios.....
«....E é preciso não o esquecer. Não esquecer os vexames, as humilhações sem conta a que os autores, actores, encenadores e espectadores foram sistematicamente submetidos durante esses negros anos, o triste rol das proibições, mutilações, sanções, etc., que retalharam e conspurcaram o nosso património dramatúrgico e a prática do teatro entre nós, sem que até hoje nenhumas contas hajam sido exigidas aos responsáveis por todos esses crimes contra a inteligência e a cultura. Ou será que também a censura não existiu, como já se procura sustentar por aí que o fascismo não existiu?.....»
por Luís Francisco Rebello, em Maio de 1979, no nº2 da Revista de Teatro do Grupo de Campolide
No dia 27 de Março de 1974 (a menos de um mês do 25 de Abril) comemorou-se mais um Dia Mundial de Teatro.
Eram tempos difíceis. A Pide espreitava a cada esquina, escutava tudo o que podia. O lápis azul cortava à menor suspeita de contestação.
Mas o teatro resistia como podia, e resistiu muito.
O texto que se segue acompanhava o verso dos folhetos comemorativos do Dia Mundial de Teatro pelo Grupo de Teatro de Campolide. Chama-se a atenção que grande parte da mensagem tem de ser lida nas entrelinhas, pois só escrevendo de uma forma dissimulada se escapava à censura nessa noite longa do fascismo.
27 de Março de 1974
Atravessamos maus tempos. Aqui mesmo, nesta sala improvisada teatro, onde a mágica se repete todos os dias, não se pode dizer que cheguem os ecos do mundo. Porque é o mundo, presente em todos nós, que todos os dias entra pela porta dentro. É ele que enche esta sala.
Quando a presença da vida é tão avassaladora, que lugar reservaremos ao teatro? Que pode o teatro fazer? Quando as inquietações do tempo presente são de tal modo que à consciência de cada um se impõe o dever de uma intervenção diferente daquela que o teatro propõe, continuaremos a fazer teatro?
Sim. Continuaremos. Porque, sobretudo nos maus tempos que correm, a palavra teatro, insubstituível, não pode ser abandonada. Se o objectivo do nosso teatro é reflectir a realidade em transformação, que ele se não demita no tempo em que mais vozes são necessárias para a grande cadeia da solidariedade. Que ele, este nosso teatro, assuma ainda mais nobremente, ainda mais eficazmente, a voz colectiva – mesmo que essa voz seja apenas um fio que mal se ouve, e sobretudo se o for.

Senhores: temos problemas. Alguns de nós partirão dentro em breve. A outros, que entretanto crescerem, escasseará a vontade. Outros deixar-se-ão tomar pela angústia do tempo. E sobre estas dificuldades amontoam-se as armadilhas que cada um por si próprio vai preparando. E aquelas que pelos muitos séculos nos têm sido preparadas.
Poder-se-ia ainda falar no cansaço – mas o pudor deve impedir-nos a fadiga.
Nestas circunstâncias (não queremos esconder-vos a verdade) deveis acreditar em nós quando dizemos:
Aqui – e aqui significa para sempre e em cada um de nós – continuará a traduzir-se pela linguagem do teatro a esperança que definitivamente depositamos na vida. Aqui o teatro resiste.
Um alentejano vai ao médico:
- Sô Doutor, olhe para isto - mostra a parte de trás do pescoço com um hematoma enorme e negro - foi um leão...
- Um leão?!? Onde é que isso aconteceu?
- Em Évora.
- Em Évora?!?!
- Olhe, sô Doutor! Esta foi um urso - diz o alentejano, mostrando as costas completamente cobertas por escoriações horríveis.
- Um urso?!? Onde aconteceu isso?
- Em Évora, tá-se a ver.
- Em Évora?!?
- E olhe mais esta! - diz o alentejano, mostrando uma perna cheia de feridas e completamente escalavrada - Esta foi um tigre!
- Um tigre? Onde? Não me diga que também foi em Évora.
- Foi em Évora sim Sr. Doutor! E digo-lhe mais. Se não param o carrocel a tempo, ainda acabava por morrer ali mesmo!...
Foi criada a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).
Os seus relatórios e estatísticas são considerados de grande rigor.
Nascimento do actor inglês, dramaturgo, argumentista e realizador de cinema inglês Peter Ustinov (1921-2004).
Foi por duas vezes distinguido com o Oscar para melhor actor secundário, pela sua interpretação em "Spartacus" (1960) e "Topkapi" (1964). Pelo seu trabalho em televisão recebeu vários Emmys.
Morreu recentemente, a 28 de Março deste ano.
Ninguém se entende quanto à data de entrada em vigor dos dias de férias suplementares para os trabalhadores assíduos. O ministro Bagão Félix não ajuda a clarificar as dúvidas sobre esta nova norma do código de trabalho.
Bagão dá uma no cravo, outra na ferradura e
passa a batata quente para a Assembleia da República!
“Venise au temps des amours mortes” na voz de Charles Aznavour com fotografias fabulosas de Carlo-Luigi Moro (2Mb).
Muito bonito!
Só acessível a pedido (não esquecer indicar o nome do post ou o link).
Os 602.369 beneficiários que recebem a pensão mínima representam cerca de um quarto do total de pensionistas. As pensões mínimas vão aumentar dois por cento - ou 4,16 Euros - no próximo mês de Junho. Com este aumento de dois por cento, a pensão mínima do regime geral chegará em Junho aos 212,16 Euros.
Quer isto dizer que a partir de Junho cada pensionista tem 7.07 Euros disponíveis, por dia, para viver! Vive-se com Sete Euros por dia?
Presidente do Supremo Cancela Posse de 78 Juizes por Falta de Verba. O conselheiro Jorge Aragão Seia cancelou a posse de 78 juizes quando constatou que não havia verba disponível para suportar os encargos com a colocação de 41 daqueles magistrados judiciais.
O valor da receita fiscal potencial não cobrada atingiu em Portugal, em 2002, cerca de 13.800 milhões de Euros, valor que representa cerca de 49 por cento das receitas fiscais totais arrecadadas pelo Estado!!!
Falta dinheiro na justiça, na saúde, na segurança social, na educação e por aí fora. Em contrapartida gastam-se muitos milhões em estádios de futebol, em F14´s, submarinos e em missões de “carneirismo seguidista” (Iraque).
Isto é a realidade de um país que quer estar no pelotão da frente da UE!
Daqui a pouco nem na cauda!
João e Maria estão na casa dos oitenta anos de idade.
João comprou um par de sapatos de crocodilo e pergunta quando chega a casa:
- Maria, o que achas?
- Acho de quê?
- Não notas nada de diferente?
- Não...
João vai à casa de banho, tira a roupa toda e volta apenas com os sapatos novos calçados.
- E agora? Já notas alguma coisa diferente?
- Não, o "coiso" continua pendurado para baixo, assim como estava ontem e como estará amanhã!
- E sabes por que está ele pendurado para baixo?
- Porquê?
- Porque está a olhar para os meus sapatos novos!
- Hum... podias ter comprado uma gravata!!!
Não se sabe qual a finalidade dos treinos.
Poderão ser os próximos Jogos Olímpicos.
A saúde mental poderá ser o único propósito.
Mas o exercício é enérgico e muito concentrado!
Se está cansado carregue aqui para aliviar o corpo e a mente.
Se está em forma passe ao post abaixo.
A UGT apelou segunda-feira aos grupos parlamentares para que clarifiquem as dúvidas quanto ao gozo das férias suplementares já este ano, pois se a questão não for clarificada os conflitos resultantes das diferentes interpretações só serão resolvidos em tribunal.
As centrais sindicais consideram que os trabalhadores já podem usufruir dessa bonificação em 2004, mas as confederações patronais e a Inspecção-geral do Trabalho têm um entendimento contrário.
Será que vamos ter 25 dias de férias este ano?
«Fim à Guerra Colonial» foi talvez a “palavra de ordem” que mais sentidamente gritei, eu que, pela Revolução de 25 de Abril, tinha a tropa a perfilar-se (quase) no horizonte da minha vida.
E tropa, nos treze anos que antecederam Abril de 74, era sinónimo de guerra, dois anos a malhar com os ossos em Angola, Moçambique ou no pesadelo da Guiné, sabendo-se que não eram poucas as perspectivas de ir e não voltar ou voltar dentro de um caixão de chumbo (foram mais de 8.000 militares mortos), ou voltar vivo mas estropiado, com braços ou pernas decepados.
Em vésperas da Revolução de Abril, era este o fatídico “destino” que aguardava os rapazes portugueses. Destino construído pelos políticos da altura que, teimosamente e ao arrepio de todas as condenações internacionais, se recusavam a reconhecer o direito à autodeterminação das então colónias portuguesas, preferindo continuar uma guerra insensata que exauria financeiramente o país e mergulhou tantas famílias portugueses em desespero e dor.
Por isso, para mim, a Revolução do 25 de Abril será sempre comemorada duplamente: porque pôs fim à ditadura e institui a Liberdade mas também porque significou o termo de uma guerra sem sentido onde, felizmente, não cheguei a participar.
A Revolução de 25 de Abril trouxe a Liberdade e encheu as paredes e muros deste país cinzentão de pinturas garridas, inúmeros cartazes e as mais diversas “palavras de ordem”.
Escritas nas bandeiras e panos, as “palavras de ordem” eram gritadas pelas multidões que participavam nas sucessivas manifestações e comícios, enchendo as ruas de animação e colorido.
«O Povo está com o MFA», «Viva a Liberdade», «Abaixo a reacção», «Fim á Guerra Colonial», «o Povo Unido Jamais Será Vencido», são das mais conhecidas, a par de outras mais partidarizadas como: «Assim se vê a força do PC», «Força, Força, Companheiro Vasco, Nós Seremos a Muralha de Aço», «Trabalhadores Unidos Vencerão», «Unicidade Sindical».
Mas logo os anarcas e os brincalhões, a par destas palavras de ordem oficiais, desataram a criar outras, por vezes bem divertidas e reveladoras do nosso génio inventivo.
Relembro algumas, de memória: «Abaixo a Reacção, Viva o Motor a Hélice», «O Galo de Barcelos ao Poder, Já!», «Abaixo a Foice e o Martelo, Viva o Black and Decker», «A terra a quem a trabalha, Mortos fora dos cemitérios», «O Socialismo está em construção, Visite o andar-modelo».
À palavra de ordem «Nem mais um soldado para as colónias» era frequente acrescentar-se: «E nem mais um faroleiro para as Berlengas, E nem mais um anti-ciclone para os Açores».
E houve uns marotos que, quando aparecia, escrita nas paredes, a palavra de ordem relativa a Vasco Gonçalves: «Força, Força, Companheiro Vasco», se entretinham a apagar a cedilha do "ç" da Força.
Alguém se lembra de mais “palavras de ordem” do PREC?
A administração do Metropolitano de Lisboa defende o aumento dos preços dos bilhetes e passes sociais para estancar "a degradação económico- financeira, que se tornará insustentável num prazo relativamente curto, caso não sejam tomadas medidas correctivas e estruturantes".
Quem são os culpados pela degradação económico- financeira?
Não são certamente os utilizadores do metropolitano.
A estação de metropolitano do Terreiro do Paço deverá ter um custo final estimado de 66 milhões de Euros, segundo uma auditoria do Tribunal de Contas. De acordo com números divulgados pelo semanário Expresso em 2002, o custo final da empreitada seria de 41 milhões de Euros. As obras na estação do Terreiro do Paço foram atrasadas pelas inundações verificadas em Junho de 2000 e que levaram à sua interrupção.
Quem são os responsáveis pelo excesso de 25 milhões no custo da empreitada?
Quem são os responsáveis pelos erros cometidos na execução da obra e consequente atraso?
Este é mais um caso da irresponsabilidade em que vive o país. Gere-se mal, não se apuram os responsáveis pelos acidentes, gasta-se com “mão larga”, os destinos das empresas públicas navegam ao saber das cores governamentais e nunca ninguém sabe de nada.
Só há uma certeza: o contribuinte irá pagar a factura de tanto desleixo!
Durão Barroso visita a Inglaterra e vai jantar com a rainha. Às tantas, pergunta:
- Vossa majestade, a senhora impressiona-me. Como pode estar sempre cercada de gente inteligente? Como é que a senhora faz?
Ela responde:
- É muito simples. Eu deixo-os sempre em alerta. Faço um teste de QI regularmente, só para ver se a inteligência deles ainda está bem viva.
Durão, surpreendido:
- E como é que a senhora faz isso?
A rainha concorda em mostrar um exemplo. Pega no telefone e liga ao Tony Blair:
- Bom dia, Tony. Tenho um pequeno teste para ti...
Tony, todo educado:
- Bom dia, Majestade. Tudo bem. Estou pronto para o teste. Pode perguntar.
- Muito bem, Tony. O teste é o seguinte: "é filho do teu pai e da tua mãe, mas não é o teu irmão nem a tua irmã. Quem é?"
- Muito simples, Majestade. Sou eu mesmo...
- Bravo, Tony. Como sempre, inteligente. Até à próxima.
Durão fica impressionadíssimo. De volta a Portugal, decide pôr em prática a técnica que aprendeu com a rainha. Telefona ao Paulo Portas e pergunta:
- Paulo, é o Durão, companheiro. Tenho aqui um pequeno teste de inteligência para ti.
- Tudo bem, chuta.
- É o seguinte: é filho da tua mãe e do teu pai, mas não é o teu irmão nem a tua irmã. Quem é?
- Ah, Durão, eu não esperava um teste assim, de repente. Tenho que pensar alguns minutos. Telefono-te depois, o.k.?
- Sem problemas. Até logo.
E Paulo Portas liga para o Cavaco Silva, pois ele tem fama de inteligente. Faz a mesma pergunta que lhe foi feita, ao que o Cavaco responde:
- Ora bolas, sou eu mesmo, Paulo!...
- Muito bem, perfeito, Cavaco! Obrigado, Cavaco.
E Paulo Portas liga ao Durão:
- Durão, podes repetir a tua pergunta, por favor? Creio que tenho a resposta.
- Muito bem: é filho da tua mãe e do teu pai, mas não é o teu irmão nem a tua irmã. Quem é?
E o Paulo, vitorioso:
- Simples!! É o Cavaco Silva!!
- Não, estúpido!! Tens que treinar mais!! É o Tony Blair, homem de Deus!!
Nascimento do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989).
Autor consagrado no campo teatral e ficcional, obteve o Nobel em 1969.
Destaque para as suas peças En attendant Godot (1953), Fin de partie (1957) e Oh les beaux jours (1961).
Não! Não é na Madeira nem em qualquer outro lugar, é aqui.
A qualidade depende unicamente da sua destreza de mão.
Um belo rapaz alentejano vai trabalhar para um daqueles grandes Hipers na América e ao fim do primeiro dia o chefe pergunta-lhe quantas vendas tinha feito.
- Uma.
- Uma venda? Hum isso é mau porque os meus vendedores normalmente fazem entre 25 a 30 vendas. Ora diz lá de quanto foi a venda!!!
- 356,549.45 Dólares.
- O quê?!?!?!!! Mas afinal o que é que vendeste???
- Ora primeiro vendi ao freguês um anzol pequeno, depois um anzol médio, e a seguir um anzol grande! Ora com tanto anzol vendi-lhe uma cana de pesca, depois perguntei onde ia ele à pesca e ele disse que ia para a costa; claro que lhe expliquei que para a costa era melhor ter um barco, levei-o a secção de barcos de recreio e vendi aquele "Silver Esprit" com os dois "outboard" que o gajo até se passou. Conversa puxa conversa e ele disse que o carro dele era um “Fiat Uno”; claro que precisa é de um “4x4” para puxar o barco. Direitinhos ao stand e vendi-lhe aquele "Mitsubishi" que lá estava.
- Muito bem deves ser mesmo bom para venderes isso tudo a um gajo que só queria um anzol pequeno!!!
- Qual anzol qual quê!!! O gajo veio comprar uma caixa de Tampax para a mulher e eu disse-lhe "já que tem o fim de semana lixado, mais vale ir a pesca"!
Cosmonauta soviético, Iuri Gagarin (1934-1968), foi o primeiro homem a efectuar um voo espacial à volta da terra a 12 de Abril de 1961, com 1h 48m de duração, a bordo do satélite soviético Vostok I.
Morte de Franklin Delano Roosevelt (1882-1945), trigésimo segundo presidente norte-americano, entre 1933 e 1945.
Roosevelt conseguiu levar o país à recuperação económica, na sequência da Grande Depressão. Foi ele que ditou os destinos do país, durante a Segunda Guerra Mundial.
Respigado ainda do Livro de Leitura da 3ª classe (nos tempos da ditadura a que a Revolução de Abril pôs termo)
Lembram-se? Ranchos de raparigas alegres, muito amigas de cantar, andam no meio das searas, debruçadas sobre a terra, a arrancar as ervas ruins, para o trigo poder crescer á vontade. É o trabalho da monda.
A labuta não as cansa. Saem de casa logo de manhã cedo, a rir, como se fossem para uma festa. Levam o dia a cantar ao desafio com os melros e as cotovias; e, ao largarem o trabalho, à hora do sol-pôr, voltam para casa ainda a rir e a cantar.
Todo o trabalho é assim: dá saúde e alegria, mormente o que se faz ao ar livre (lição “As mondas”, pag.15)
... E levam todo o dia debruçados sobre o trigo, de espigas cor de oiro, curvados para a terra com o peso dos grãos.
Nem bafo de aragem sopra, ás vezes, e o próprio ar parece de fogo.
Escorrem-lhe das fontes grossas bagas de suor.
No entanto, nem sombra de tristeza se lhes descobre no rosto. Pelo contrário, a regularidade com que abraçam as hastes para logo as cortarem com a foice e as deixarem, ás paveias, no restolho, e a alegria com que atiram para o ar as suas cantigas, fazem-nos crer na sua felicidade.
É que não há trabalho custoso, quando não falta a vontade de trabalhar. (lição “Os ceifeiros”, pag. 57)
... Os cachos são cortados para os cestos e depois transportados para os lagares, onde são esmagados.
De vez em quando, abelhas enfurecidas enterram o ferrão na pele de quem lhes anda a roubar a reserva de açúcar, mas nem por isso deixa de haver alegria. A azáfama é sempre grande, e não há cansaço que diminua o entusiasmo de todos... (lição “As vindimas”, pag. 74)
Nota: os bold’s são de moi-même
Naqueles tempos – tempos da ditadura a que a Revolução de Abril pôs termo – a escola primária era, quase sempre, sinónimo de reguadas (apanhava-se nas mãos, que ficavam a arder...), de Mocidade Portuguesa com os seus obrigatórios exercícios e marchas, de muito “decoranço” das sábias lições que vinham nos livros, todas elas viradas para a apologia do Estado Novo e dos valores tradicionais condensados na trilogia do regime: “Deus, Pátria, Família”.
E, amarfanhando por completo a criatividade e espírito crítico dos alunos, era obrigatório empinar tudo, papagueando a lição, mesmo quando não compreendíamos nada, desde as linhas de caminho de ferro e seus ramais às produções agrícolas das “nossas províncias ultramarinas” (era assim que se chamava às ex-colónias).
O Livro de Leitura da 3ª Classe é o único livro que conservo dos meus tempos de escola primária. Descobri-o em casa dos meus pais, esquecido entre papeis antigos. O que aconteceu aos restantes livros da primária não sei, talvez tenham ficado tão estragados pelo uso que foram para o lixo. Ou tenham sido dados a alguém, não me lembro. Já agora acrescento que, tanto este livro como o respectivo da 2ª classe, foram reeditados e postos á venda há uns dez anos atrás.
No referido Livro de Leitura da 3ª classe, a primeira lição era sobre a Pátria. Rezava que “É nossa Pátria todo o território sagrado que D. Afonso Henriques começou a talhar ....é o solo abençoado de todo o Portugal, com as suas ilhas do Atlântico (Açores, Madeira, Cabo verde, S. Tomé e Príncipe), as nossas terras dos dois lados de África, a Índia, Macau, a longínqua Timor”. As últimas lições eram sobre Doutrina Cristã, ensinando, entre outras sacrossantas verdades, o que era o Céu, o Inferno e o Purgatório e a quem eram destinados. Pelo meio ensinavam-se várias “virtudes”: obediência, respeito pelos chefes e governantes, veneração pelos heróis da Pátria, dedicação ao trabalho, humildade, satisfação na honradez da pobreza.
Aqui ficam alguns pequenos exemplos, ilustrativos do ensino obscurantista que vigorou nessa longa noite, de quase meio século, que foi a ditadura fascista em Portugal.
A Joaninha, logo que se levanta, lava-se, penteia-se, veste-se e calça-se. Quando vai dar os bons-dias aos pais, quase sempre a mãe lhe compõe um pouco melhor o laço da cabeça. Reza as suas orações, almoça e vai para a escola. Pobrezinha, mas muito lavada, vestido sem nódoas nem rasgões, é um encanto vê-la... (lição “A Joaninha”, pag.11)
Desde pequenina, a Maria de Fátima gostava de ter os vestidos arrumados e limpos. De vez em quando, lá deixava algum brinquedo fora do seu lugar; mas bastava uma pequena advertência da mãe para pôr tudo como devia. Na escola, desde a primeira classe, que tem merecido a simpatia da sua professora pela pontualidade com que todos os dias comparece, pela prontidão com que faz os exercícios, pela boa vontade com que escuta os seus conselhos e pelo arranjo e asseio dos livros e dos cadernos. Não é muito inteligente, mas é das que mais sabem... (lição “A felicidade pelo estudo”, pag 6)
...Martim Moniz deixou-se cair atravessado nos batentes, para que a porta se não fechasse. Enquanto os mouros tentavam remover-lhe o corpo, acudiram os portugueses em chusma. Trocaram-se lançadas e cutiladas sobre o corpo do herói, mas a porta não se fechou. Os mouros recuaram em desordem, e os portugueses avançaram cheios de entusiasmo. O bravo Martim Moniz, se ainda então conservava algum alento de vida, morreu contente por ver que os cristãos o calcavam aos pés para entrarem vitoriosos na cidade (lição “O castelo de S. Jorge”, pag.26)
Pela morte a alma separa-se do corpo... Os últimos fins da nossa vida são: a Morte, o Juízo e o Inferno ou o Paraíso para sempre... Assim será no fim do mundo: Todos se apresentarão diante de Deus para serem julgados solenemente. E os anjos separarão os bons dos maus; aos bons será dado o Céu e os maus serão lançados no Inferno... Eu quero ir para o Céu, para possuir a Deus e viver eternamente na companhia de Nossa Senhora, dos Anjos e dos Santos. Hei-de fugir de todo o pecado, para não ser sepultado para sempre no Inferno com os demónios e os maus. (lição “O valor da alma e o seu destino” pags.201 e 202)
Nota: os bold’s são de moi-même
"Estou louca para ir a Nova Iorque. Sempre quis conhecer a Europa."
Carla Perez, loira do Tchan
"Não cometi crime nenhum. Tudo o que fiz foi não respeitar a lei..."
Jennifer Lopez
"Sempre que vejo TV e aparecem aquelas crianças a morrer de fome, não consigo evitar chorar. Quer dizer, adorava ser assim magra, mas sem aquelas moscas, mortes e essas coisas..."
Mariah Carey
"Fumar mata. Quando se morre, perde-se uma parte muito importante da vida".
Brooke Shields
"A carreira artística é difícil porque tem muitas dificuldades."
Susana Alves, Tiazinha
"Minha vida deu uma volta de 360 graus."
Adriane Galisteu
"O trabalho do legislador é escrever a lei, cabe ao executivo interpretá-la."
"Eu creio que nos dirigimos de modo irreversível, no sentido de mais liberdade e democracia mas isso pode mudar."
"É tempo para a raça humana entrar no sistema solar."
"Um número baixo de votantes é uma indicação de que menos pessoas estão a ir votar."
"Se não tivermos sucesso, corremos o risco de fracassar."
"A grande maioria das nossas importações vem de fora do país."
"O Holocausto foi um período obsceno na história da nossa nação."
George W. Bush
Enquanto na Índia milhões de habitantes vivem em condições miseráveis, um natural destas paragens, dá-se ao luxo de comprar a casa mais cara do mundo.
Lakshmi Mittal, milionário indiano do sector siderúrgico, comprou uma mansão de 12 quartos, nos jardins do Palácio de Kensington, no oeste de Londres, pela módica quantia de 106 milhões de Euros (quinze vezes o fabuloso prémio do totoloto desta semana).
A mansão pertencia a Bernie Ecclestone, principal dirigente da Fórmula 1.
O fosso entre a riqueza e a pobreza cada vez é maior!
Foi criada a OIT – Organização Internacional do Trabalho.
É o organismo da ONU criado para defender os direitos dos trabalhadores e promover a melhoria das suas condições de trabalho.
Foi galardoado com o Prémio Nobel da Paz em 1969.
A Pantera Cor de Rosa foi criada para o genérico do filme The Pink Panther, realizado por Blake Edwards e protagonizado por Peter Sellers no papel do inspector Clouseau.



O sucesso do desenho animado foi tão grande que acabou por protagonizar uma série de animação. Friz Freleng e David DePatie são os pais deste estrondoso sucesso.

O universo plástico ímpar da Pantera Cor-de-Rosa é acompanhado pela banda sonora de corpo de veludo criada por Henry Mancini. É inconfundível - dois tons pingantes de piano, um baixo redondo a espreitar, e o saxofone a lamber o rodopio a três, levantando notas altas e orquestra. É irrecusável.
Quem não gosta desta pantera?
É já aqui ao lado, em Espanha, que cada litro de gasolina custa menos 18 cêntimos (36 escudos) do que em Portugal.
Hoje meia centena de algarvios foram a Espanha abastecer. Cerca de 50 automobilistas algarvios viajaram este sábado em grupo na Via do Infante e foram atestar os depósitos a Espanha, como forma de protesto contra o efeito da liberalização do preço dos combustíveis em Portugal.
Os espanhóis não pagam o petróleo, no mercado internacional, ao mesmo preço do que nós?
Conta-se que Nan-In, sábio mestre japonês, certa vez recebeu a visita de um professor universitário, doutorado com “louvor e distinção” em conceituadas universidades, que lhe veio inquirir sobre filosofia Zen.
O professor iniciou um longo discurso intelectual sobre as suas dúvidas e Nan-In começou a tentar esclarecê-lo. Mas, a cada frase ou opinião do mestre japonês, logo o professor universitário contrapunha os seus saberes sobre a questão em particular.
Entretanto, chegou a hora do chá. Nan-In serviu o visitante e encheu completamente a chávena do professor universitário, e continuou a enchê-la, derramando chá pela borda.
O professor, ao ver o excesso de chá a derramar-se, sem se poder mais conter, disse:
"Está muito cheio. Não cabe mais chá!"
Então Nan-In, o sábio mestre japonês, disse:
”Como esta chávena, você está completamente cheio das suas próprias crenças, preconceitos, opiniões, teorias, especulações... Como quer aprender qualquer coisa nova e diferente sem primeiro esvaziar, um pouco que seja, a sua chávena?”
Conto Zen (adaptado por moi-même)
São muitas as posições do CarMassutra (versão heterossexual) e ainda mais as variantes.
Para os interessados aqui ficam algumas sugestões.



Dois surdos casam-se.
Durante a primeira semana de casados, eles descobrem que são incapazes de comunicar quando estão no quarto às escuras, pois não conseguem ver os sinais que fazem. Depois de várias noites de incompreensão a mulher resolve arranjar uma solução.
Ainda de luzes acesas:
- Querido - gesticula ela - porque não combinamos uns sinais muito simples?
- Por exemplo, à noite, se quiseres fazer sexo comigo, aproximas-te e tocas-me no seio esquerdo uma vez. Se não quiseres fazer sexo, aproximas-te e tocas-me o seio direito uma vez.
O marido acha que é uma bela ideia e responde-lhe gesticulando:
- Grande ideia! De agora em diante, se quiseres fazer sexo comigo, aproximas-te e puxas-me o pénis uma vez. Se não quiseres fazer sexo, aproximas-te e puxas-me o pénis cinquenta vezes...
Primeiro levaram os comunistas
Mas não me importei com isso
Eu não era comunista
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os sindicalistas
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou sindicalista
Depois agarraram uns sacerdotes
Mas como não sou religioso
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Bertold Brecht
As reivindicações principais dos trabalhadores são as mesmas há anos - uma melhor regulamentação de horários e folgas, o direito aos feriados e tolerâncias de ponto, nomeadamente na carreira de vigilante/recepcionista. E, como é tradição, que começou há catorze anos, a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública (FNSFP) convocou a greve dos trabalhadores dos museus, palácios, monumentos e sítios arqueológicos, dependentes do Ministério da Cultura, para hoje, amanhã e domingo - o fim-de-semana de Páscoa. Há 14 anos, Pedro Santana Lopes, então Secretário de Estado da Cultura, retirou o feriado de Sexta-feira Santa aos trabalhadores dos museus e é por isso, e pelo impacto que tem, que o sindicato continua a escolher estas datas para a greve.
Há catorze anos que é assim!!!
A situação está estagnada há catorze anos!!!
Mas isto é país de Gente ou república de bananas?!?
Quatro mortos, cem feridos e 333 acidentes num dia.
O balanço do primeiro dia da Operação Páscoa da GNR, que começou às 00:00 de quinta-feira, é o mais negativo dos últimos dois anos.
Durante o primeiro dia de operações, foram ainda detectados 404 condutores em excesso de velocidade, três condutores sem carta e 47 com excesso de álcool no sangue.
Dos 675 condutores submetidos a testes de alcoolemia, 13 foram detidos por atingirem uma taxa de álcool igual ou superior a 1,20g/l.
É preciso algum comentário?
Começou com seis autocarros e três carreiras; hoje opera 101 carreiras (um total de 300 quilómetros) com 804 viaturas. Foi assim que a companhia Carris inaugurou o seu serviço de autocarros, faz hoje 60 anos.
Ainda muitos se lembrarão destes veículos de passageiros de um só piso, pintado de verde escuro e com entrada pela traseira.
Os automobilistas de Lisboa que queiram pagar o desbloqueio do seu veículo podem desde o início do mês fazê-lo na rua através da rede Multibanco, junto dos fiscais da EMEL, anunciou ontem a empresa. Os agentes de fiscalização do estacionamento da EMEL passam assim a ter um terminal de Multibanco portátil, que funciona via GSM (através do telemóvel). O condutor que encontre a sua viatura bloqueada poderá solicitar o seu desbloqueio junto de um fiscal ou, caso não encontre nenhum agente na rua, poderá contactar a EMEL através do número indicado no autocolante afixado no carro.
Segundo fonte da empresa, o custo do desbloqueio é de 30 Euros, a que acresce uma multa, no mesmo valor, passada pela EMEL e que reverte para a Direcção-Geral de Viação (DGV).
A EMEL, pode bloquear e remover veículos sempre que não tenha sido paga a taxa de estacionamento, que tenha sido ultrapassada a hora limite impressa no título de estacionamento ou quando se verifica o estacionamento não autorizado de viaturas.
Sendo assim, a negligência pode custar 60 Euros.
Um estudo realizado em cerca de 30.000 homens entre os 46 e 81 anos, acompanhados ao longo de oito anos, demonstrou que nos homens com ejaculações mais frequentes - 13 a 21 por mês - o risco de sofrer de cancro na próstata era menor do que nos homens com menos actividade sexual.
De que é que está à espera?
Contra o cancro, ejacule!
Ejacule muito!
Faz bem ..... a tudo!
O ex-ministro do Ambiente, Isaltino Morais, assumiu, ontem, em entrevista ao semanário "O Independente", que mentiu sobre a conta na Suíça, que levou à sua demissão do Governo, há um ano atrás. O ex-autarca e ex-ministro afirma ainda que as suas declarações de património eram feitas por "um colaborador" da Câmara de Oeiras e que houve "alguma displicência" no preenchimento das declarações, pois além da conta não declarou também um terreno em Cabo Verde e um lote de terreno na Malveira da Serra.
Diz o povo: Quem mente uma vez, mente duas ou três!
Todas as revoluções se esvaziam de sentido se as gerações seguintes dão por adquiridos os princípios éticos, que levaram muitos à prisão, muitos mais ao exílio, e outros ainda hoje não se saberá onde se encontram, e não contribuem para a consolidação da liberdade e da democracia. Por outro lado, muitos dos pretensos revolucionários e defensores de Abril, foram e são oportunistas em busca de protagonismo e enriquecimento pessoal em detrimento do interesse colectivo. Nenhuma conquista é definitiva, a dinâmica sócio-económica do presente, que exacerba o interesse privado (o primeiro que não tenha pecado que atire a primeira pedra) até ao absurdo, em detrimento do interesse colectivo; considerando este tipo de conduta "normal", e perfeitamente aceitável do ponto de vista ético e moral, ao ponto de a maioria de nós considerar absurdo sequer, levantar a voz contra um sistema que já revelou ser o "único", com viabilidade pragmática!
Defender Abril, exige empenho individual, consciente de que todos perderão (caso não seja a curto prazo, sê-lo-á a médio, longo prazo) se a negligência continuar a prosperar, e o cidadão comum continuar a delegar a resolução dos problemas aos profissionais da política, cuja competência se tem revelado muito discutível, e não começar a participar mais activamente nos assuntos da Polis, e da Nação, é provável que assista ao definhamento das conquistas de Abril.
Em Portugal somos dados a acreditar que no último momento, mesmo no derradeiro momento, Deus virá em nosso auxílio, entretanto nós podemos ser promíscuos e prevaricadores, mesquinhos idolatras, e medíocres aproveitadores das conveniências circunstanciais favoráveis ao nosso egoísmo; não é assim que enalteceremos o espírito de Abril, nem é assim que ajudamos a consolidar a democracia, quanto mais a liberdade de ser gente com H (maiúsculo).
Comentário de Rodrigo Ribeiro ao post Recordar Abril (1)
Travou-se a batalha de La Lys.
Este confronto entre as forças da Alemanha e do império Austro-Húngaro contra as da coligação revelou-se trágico para Portugal: 1341 mortos, 4626 feridos, 1932 desaparecidos e 7440 prisioneiros.
Qual foi o primeiro homem a tomar Viagra?
Salazar, foi o homem que mais tempo teve a dita-dura.
O que quer dizer V.I.A.G.R.A.?
Vaginas insatisfeitas agradecem grande remédio americano.
Qual a diferença entre o Panadol e o Viagra?
Panadol é paracetamol e o Viagra é parapiçamole.
Numa manhã, a professora pergunta ao aluno:
- Diz-me lá quem escreveu "Os Lusíadas"?
O aluno, a gaguejar, responde:
- Não sei, Sra. Professora, mas eu não fui. - E começa a chorar.
A professora, furiosa, diz-lhe:
- Pois então, de tarde, quero falar com o teu pai!
Em conversa com o pai, a professora faz-lhe queixa:
- Não percebo o seu filho. Perguntei-lhe quem escreveu "Os Lusíadas" e ele respondeu-me que não sabia, que não foi ele...
Diz o pai:
- Bem, ele não costuma ser mentiroso, se diz que não foi ele, é porque não foi. Já se fosse o irmão...
Irritada com tanta ignorância, a professora resolve ir para casa e, na passagem pelo posto local da G.N.R., diz-lhe o comandante:
- Parece que o dia não lhe correu muito bem...
- Pois não, imagine que perguntei a um aluno quem escreveu "Os Lusíadas" e respondeu-me que não sabia, que não foi ele, e começou a chorar.
O comandante do posto:
- Não se preocupe. Chamamos cá o miúdo, damo-lhe um "aperto" e vai ver que ele confessa tudo!
Com os cabelos em pé, a professora chega a casa e encontra o marido sentado no sofá, a ler o jornal. Pergunta-lhe este:
- Então o dia correu bem?
- Ora, deixa-me cá. Hoje perguntei a um aluno quem escreveu "Os Lusíadas". Começou a gaguejar, que não sabia, que não tinha sido ele, e pôs-se a chorar. O pai diz-me que ele não costuma ser mentiroso. O comandante da G.N.R. quer chamá-lo e obrigá-lo a confessar. Que hei-de fazer a isto?
O marido, confortando-a:
- Olha, esquece. Janta, dorme e amanhã tudo se resolve. Vais ver que se calhar foste tu e já não te lembras...
Morte do pintor espanhol Pablo Picasso (1881-1973).
Pablo marcou o século XX com uma arte inovadora, assumindo aspectos múltiplos e coerentes.
“Pinto como outros escrevem a sua biografia. As minhas telas, acabadas ou não, são as páginas do meu diário, e enquanto tal, são válidas.”
Pablo Picasso

Maternidade – Almada Negreiros
Mãe!
Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei!
Traz tinta encarnada para escrever estas coisas! Tinta cor de sangue, sangue! Verdadeiro, encarnado!
Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!
Eu ainda não fiz viagens e a minha cabeça não se lembra senão de viagens! Eu vou viajar. Tenho sede! Eu prometo saber viajar.
Quando voltar é para subir os degraus da tua casa, um por um. Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa. Depois venho sentar-me a teu lado. Tu a coseres e eu a contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei, tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras.
Mãe! Ata as tuas mãos às minhas e dá um nó cego muito apertado! Eu quero ser qualquer coisa da nossa casa. Como a mesa. Eu também quero ter um feitio, um feitio que sirva exactamente para a nossa casa, como a mesa.
Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!
Quando passas a tua mão pela minha cabeça é tudo tão verdade!
Almada Negreiros
Com toda esta polémica a propósito da clonagem, uma grande pergunta urge colocar:
“Alguém que tenha relações sexuais com o seu próprio clone, comete incesto, é gay ou está a masturbar-se ???”
Almada Negreiros faria hoje 111 anos, se fosse vivo.
Nasceu em São Tomé e Príncipe a 7 de Abril de 1893 e morreu em Lisboa a 15 de Junho de 1970. Órfão de mãe aos três anos, entra com sete anos como aluno interno no Colégio dos Jesuítas, em Campolide.
Autor prolífico e multifacetado, a obra de Almada é muito vasta e variada.
Em 1913 publica o primeiro desenho n’ A Sátira - é necessário agitar a mentalidade artística portuguesa. No mesmo ano faz a primeira exposição individual. São cerca de 90 desenhos.
Almada Negreiros participa no lançamento da revista ORPHEU em 1915, que sofre fortes criticas de Júlio Dantas. Em Outubro desse ano estreia-se a peça Soror Mariana, cujo autor é Júlio Dantas. Almada reage e lança o Manifesto Anti-Dantas:
"... Basta PUM Basta!
Uma geração, que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração!
Morra o Dantas, morra! PIM!
E assina: Poeta d' orpheu, futurista e tudo.
O Manifesto causa impacto nos meios artísticos. Afinal há alguém que ousa contestar a cultura instituída, alguém que ousa criticar a sociedade e o país.
Almada pintou murais em Madrid. Em Paris, onde também viveu, teve de trabalhar como dançarino de salão, bailarino numa boate e empregado de fábrica, para sobreviver.
O café A Brasileira ponto de encontro de artistas, possuía um espaço que destinava aos quadros de artistas. Em 1925 são expostos dois painéis de Almada. Num deles o Auto-retrato, entre amigos. Almada também é pintor...
Almada também colabora em várias publicações espanholas, Crónica, La Farsa entre outras. Escreve El Uno, tragédia de la Unidad - obra composta de duas peças que dedica à pintora Sarah Afonso, com quem virá a casar.
Almada Negreiros pinta os painéis das Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha. Continua sem parar. Nunca abandona a multiplicidade. Conferências, cartazes, poesia, painéis, vitrais, selos.
Em 1938 conclui os vitrais da Igreja de Nossa Senhora de Fátima.
Almada é encarregado de fazer os vitrais para o Pavilhão da Colonização da exposição d' O Mundo Português. Da sua autoria são também os cartazes Duplo Centenário e Festas do Duplo Centenário.
Em 1954, pinta o retrato de Fernando Pessoa.
Almada com 75 anos ainda executa o painel Começar para o átrio da Fundação Calouste Gulbenkian e os frescos para a Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra.
Em Junho dá entrada no Hospital de S. Luís dos Franceses. No dia 15 morre, no mesmo quarto onde morrera Fernando Pessoa.
Em tempos Almada respondera a alguém:
As pessoas que eu mais admiro são aquelas que nunca acabam.
Morte de Henry Ford, fundador da Ford Motor Company (1863-1947).
A linha de montagem e a produção em massa, por ele introduzida, revolucionou a vida quotidiana da época.
Ficou célebre o seu “modelo T” dos quais foram vendidos mais de quinze milhões de exemplares, durante vinte anos.
Nascimento do ciclista Joaquim Agostinho (1943-1984).
Campeão nacional entre 1968 e 1973, venceu a Volta a Portugal em 1970 e 1972.
Alcançou lugares destacados em provas realizadas em França e Espanha.
Foi considerado um dos melhores ciclistas mundiais.
Excesso de nitrogénio multiplica algas que 'sufocam' peixes.
Águas oceânicas com alto índice de poluição em breve poderão ser mais prejudiciais para a vida marinha que a pesca predatória, segundo estudo divulgado nesta segunda- feira pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente, Unep.
A entidade afirma que o excesso de nutrientes levados ao mar pelas águas dos rios, principalmente o nitrogénio usado como fertilizante na agricultura, está formando "zonas mortas" nos oceanos, pois estimula a reprodução excessiva de algas.
Segundo a Unep, desde os anos 60 o número de áreas marinhas pobres em oxigénio vem duplicando a cada década, enquanto a produção de nitrogénio pelo homem ultrapassou a de fontes naturais.
Cerca de 75% dos stocks marinhos do mundo já estão a ser consumidos mais rapidamente do que o desejável, mas a Unep diz que as "zonas mortas", que agora chegam a um total de 150 em todo o mundo, são uma ameaça ainda maior.
"A história e o padrão das perturbações causadas pelo ser humano nos ecossistemas terrestres e aquáticos levaram-nos a um ponto em que a queda dos níveis de oxigénio pode ser a principal fonte do impacto sobre a vida marinha no século XXI, substituindo o prejuízo causado pela pesca predatória no século XX", conclui o relatório, que se baseou num estudo realizado pelo Instituto de Ciências Marinhas do Estado da Virgínia, nos Estados Unidos.
"A humanidade está experimentando em todo o planeta o resultado do uso ineficiente e muitas vezes excessivo de fertilizantes, o despejo dos esgotos não tratados e as crescentes emissões de gases poluentes", disse o director executivo da Unep, Klaus Töpfer.
"Centenas de milhões de pessoas dependem dos oceanos para se alimentar, viver e até para questões culturais. A menos que seja tomada uma atitude para combater as raízes do problema, ele é capaz de crescer rapidamente."
Com quase três anos de atraso, cientistas indianos lançaram um computador palmtop "para os pobres".
O Simputer foi lançado oficialmente na sexta-feira, e o modelo básico custa cerca de 200 Euros. O modelo básico tem écran monocromático, um processador de 206 MHz e 64 MB de memória. Também contém um microfone embutido, alto-falantes e a bateria dura seis horas.
O utilizador do Simputer pode navegar na internet, enviar mails e organizar as finanças, usando uma caneta electrónica para escrever no écran.
Para que o custo seja baixo, o computador utiliza o sistema operativo Linux.
Deitado no seu leito de morte, Joshua Ruha chama o seu filho mais velho.
Com dificuldade, tira um antigo relógio de bolso, e diz:
- Filho... estás a ver este relógio?
- Sim, pai. - Responde o filho, com lágrimas nos olhos.
- Ele era do meu bisavô! - Continuou o pai
- Depois, ele foi passado para o meu avô... depois para o meu pai...e depois para mim...
- Agora, chegou a tua vez... queres comprá-lo?
De acordo com uma sondagem, realizada pela Aximage, os portugueses querem ver substituídos seis ministros na próxima remodelação do Governo.
Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas, Luís Filipe Pereira, Celeste Cardona, David Justino e Bagão Félix, têm guia de marcha emitida pela população.
Manuela Ferreira Leite, Luís Filipe Pereira e Paulo Portas, são , por esta ordem os substituíveis entre o eleitorado do CDS/PP. É interessante observar que Paulo Portas já nem à sua base de sustentação consegue “dar música”.
O eleitorado do PSD escolhe o ministro da Saúde, a ministra das Finanças e o da Educação como os governantes a substituir.
Só 23,3% do eleitorado do PSD e 16% dos eleitores do CDS/PP são de opinião que não é necessário proceder a remodelações no governo.
Se grande parte do eleitorado da coligação no poder mostra cartão vermelho à governação, qual a legitimidade, que o governo tanto gosta de apregoar, para continuar a definir os destinos do país?
São apenas sondagens, dizem eles. À boca das urnas a realidade é diferente.
Veremos nas eleições europeias!
E terá que ser nestas pela simples razão de que são as únicas, nos tempos mais próximos, em que a população poderá manifestar a sua indignação.
Os cães considerados perigosos ou potencialmente agressivos, cães de caça, para venda e os que participam em exposições, terão de ser identificados com um microchip a partir do próximo dia 1 de Julho.
Até 2008, este sistema será obrigatório para todos os cães.
No que respeita aos cães perigosos, além deste chip, os donos passarão a ter uma licença específica, emitida pela junta de freguesia da área da residência.
Há por aí mais “cães” a necessitar de chip obrigatório!
A Alemanha invadiu a Jugoslávia e a Grécia.
A Segunda Grande Guerra, desencadeada por iniciativa da Alemanha nazi, devastou quase toda a Europa, grandes áreas da Ásia e parte da África, de 1939 a 1945.
Os fascistas de Mussolini ganham as eleições em Itália.
O fascismo (proveniente de fasci, ou seja, "feixe", que era um símbolo de poder romano) surge com Mussolini que funda um movimento que vai dar origem à palavra fascismo.
Com o tempo o fascismo tornou-se totalitarista.


Estou apenas a ver se estás realmente a trabalhar ...
E pelo jeito não ...
Só estás a ler blogs !!!
Quem não gostaria de ter um cão como este?
Devido ao tamanho do video – 4.29 Mb – este ficheiro será enviado por mail a quem o solicitar.
Atenção que alguns servidores de correio não suportam ficheiros deste tamanho.
Quem quiser continuar a receber este tipo de ficheiros terá de o referir especificamente; de outra forma só receberá este ficheiro ( os endereços não serão revelados a ninguém).
Cada português falou, em média, cerca de 16,7 horas ao telemóvel durante o ano passado.
O número de assinantes aumentou 9,5%, totalizando 9,34 milhões, com uma parte dos clientes a ter mais do que um contrato de telemóvel.
O uso do telemóvel facilita muito a vida às pessoas, isso ninguém tem dúvidas.
Mas, não se usa e abusa do telemóvel?
Não se gasta uma quantia razoável em chamadas, e mesmo em telemóveis, desnecessariamente?
O telemóvel, não virou culto e moda?
Para um país de parcos recursos, não seremos demasiado vaidosos?
Actualmente, 300 mil crianças estão recrutadas por exércitos regulares ou grupos armados em 36 guerras.
Crianças e adolescentes entre sete e os 17 anos, são obrigados a matar em dezenas de nações.
Muitas delas são obrigadas a ir à frente de colunas militares, para detectar terrenos minados, e morrem, e assim poupar os soldados adultos.
Nos últimos dez anos, morreram em guerra dois milhões de crianças e quatro milhões ficaram gravemente incapacitadas.
Que mundo é este, que envolve inocentes na loucura dos homens?
Que mundo é este, que priva as crianças de uma vida normal?
Que mundo é este, em que os brinquedos das crianças, são armas de matar?
Que mundo é este, que usa crianças como carne para canhão?
Que mundo é este, onde homens cobardes se escondem atrás de crianças?
Que mundo é este?
Li no DN de hoje que, um em cada dez britânicos estão convencidos que Adolf Hitler é uma personagem de ficção.
Ou é peta do 1º de Abril ou então esses sujeitos não vivem no planeta Terra.
Na realidade ainda há uma terceira hipótese: os gajos andam drogados permanentemente.
Em Portugal alguém pensará que Salazar também foi uma personagem de ficção?
A falta de liberdade e a “Revolução de Abril” tiram quaisquer dúvidas, aos menos informados.
Uma iniciativa que pretende confluir num mesmo espaço todas as diferentes ideias, dissertações, criações e visões sobre o 25 de Abril. Um espaço de comemoração e liberdade, um elo que se cria e que ambiciona que Abril seja mencionado e discutido, agora que fará trinta anos. Para que não caia no esquecimento.
Divulga esta iniciativa... e coloca nos teus posts o trackback URL do Posto de Comando (http://grupos.com.pt/s/mt-tb.cgi/8) para que estes possam aparecer nesta página.
Uma saudação para todos os que participarem nesta iniciativa, e em especial para o Grão de Areia, Paulo Querido, Barnabé, Blogue de Esquerda e para a Internet para as domésticas.
Não deixes que a Liberdade te passe ao lado!
Nascimento do maestro austríaco Herbert von Karajan (1908-1989).
Notabilizou-se pelas suas interpretações de Beethoven, tendo dirigido a Orquestra Filarmónica de Berlim, de 1954 até à data da sua morte. Esta sob a sua direcção transformou-se numa das grandes orquestras mundiais.
Um rapaz estava na praia, todo nu, naquela de apanhar um solzinho.
Foi então que viu uma criancinha que se aproximava.
O rapaz tapou as partes íntimas com um jornal que estava a ler.
A menina perguntou-lhe:
- O que é que tens debaixo do jornal?
- É um passarinho - respondeu ele.
A garota foi embora e o rapaz adormeceu.
Quando acordou, estava num hospital com tantas dores que mal conseguia pensar.
Quando a policia lhe perguntou o que tinha acontecido, o rapaz respondeu:
- Não sei, estava deitado na praia e uma menina perguntou-me qualquer coisa sobre as minhas partes íntimas e a próxima coisa que sei é que estou aqui.
A polícia voltou à praia, encontrou a menina e perguntou-lhe:
- O que fizeste com o rapaz que estava aqui deitado todo nu?
Depois de uma pausa, a menina respondeu:
- Com o moço? - NADA. Eu só estava a brincar com o passarinho, mas o malandro cuspiu-me.
Então eu torci-lhe o pescoço, parti-lhe dois ovinhos e deitei fogo ao ninho.
POR ISSO NUNCA MINTAM A UMA CRIANÇA, pode correr mal!!!
Os protótipos apresentados por inventores portugueses conquistaram onze medalhas no 32º Salão Internacional de Invenções, em Genebra, quatro de ouro, três de prata e quatro de bronze. Pela primeira vez em 32 participações, todos os protótipos apresentados na Suíça foram premiados.
Fernando Gonçalves, inventor do Fundão, conquistou quatro medalhas: duas de ouro, uma de prata e uma de bronze. As de ouro foram conquistadas graças ao "Fisiocar", veículo de apoio a pessoas com deficiência, e ao "vehicle detection, alert anda blocking system", um sistema de controlo e detecção de entradas de veículos em auto-estradas, que não permite a circulação de automóveis em sentido contrário. A de prata foi garantida com o "transvia", sistema de abertura rápida das barreiras de protecção em auto-estradas, e a de bronze com o "break-system", um dispositivo de paragem de veículos a ser accionado quando os travões não funcionam ou em situações de risco de colisão.
Nascimento da NATO - Organização do Tratado do Atlântico Norte -, tendo como objectivo constituir uma frente oposta ao Bloco de Leste.
Início da guerra civil em Angola, na sequência do desentendimento entre os três movimentos independentistas (MPLA, FNLA e UNITA).
O conflito fez muitos milhares de mortos e cerca de um milhão de refugiados dispersos por várias regiões dos países vizinhos, ao mesmo tempo que arruinou a economia angolana.
Morte do líder negro norte-americano Martin Luther King (1929-1968).
Recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1964.
"1. Existe um Deus que é o conjunto de tudo quanto apercebemos no Universo. Tudo o que existe contém Deus, Deus contém tudo o que existe. Pode-se, sem blasfémia, considerar, falar não de Deus mas apenas do Universo, com Espírito e Matéria, formando um todo indissolúvel. A doutrina de Deus, tal como a pôs Cristo, permite considerar todas as religiões como boas, embora em graus diferentes, todos os homens como religiosos. Não poderá, portanto, fazer-se em nome de Deus qualquer perseguição: todo o homem é livre para examinar e escolher; a maior ou menor capacidade de exame e o resultado da escolha serão, em qualquer caso, a expressão do que ele é e do máximo a que pode chegar segundo as suas capacidades.
2. A visão mais alta que podemos ter com Deus, nós que somos apenas uma parte do Universo, é uma visão de Inteligência e de Amor; os pecados fundamentais que o homem poderá cometer são as limitações da Inteligência ou do Amor: toda a doutrina estreita, sem tolerância e sem compreensão da variedade do mundo, toda a ignorância voluntária, todo o impedimento posto ao progresso intelectual da humanidade, toda a violência, todo o ódio, limitam o nosso espírito e o dos outros, impedem que sintamos a grandeza, a universalidade de Deus.
3. Deus não exige de nós nenhum culto; prestamos a nossa homenagem a Deus, entramos em contacto pleno com o Universo, quando desenvolvemos a nossa inteligência e o nosso Amor: um laboratório, uma biblioteca são templos de Deus; uma escola é um templo de Deus, e o mais belo de todos. Todos podemos ser sacerdotes, porque todos temos capacidades de Inteligência e de Amor; e praticamos o mais elevado dos cultos a Deus quando propagamos a cultura, o que significa o derrubamento de todas as barreiras que se opõem ao Espírito. Estão ainda longe de Deus, de uma visão ampla de Deus os que fazem consistir o seu culto em palavras e ritos; mas dos que subirem mais alto não pode haver outra atitude senão a de os ajudar a transpor o longo caminho que ainda têm adiante. Ninguém reprovará o seu irmão por ele ser o que é; mas com paciência e persistência, com inteligência e com amor, procurará levá-lo ao nível mais alto.
4. Para que possa compreender Deus, para que possa, melhorando-se, melhorar também os outros, o homem precisa de ser livre; as liberdades essenciais são três: liberdade de cultura, liberdade de organização, social, liberdade económica. Pela liberdade de cultura, o homem poderá desenvolver ao máximo o seu espírito critico e criador; ninguém lhe fechará nenhum domínio; ninguém impedirá que transmita aos outros o que tiver aprendido ou pensado. Pela liberdade de organização social, o homem intervém no arranjo da sua vida em sociedade, administrando e guiando, em sistemas cada vez mais perfeitos à medida que a sua cultura que a sua cultura se for alargando; para um bom governante, cada cidadão não é uma cabeça de rebanho; é como que o aluno de uma escola de humanidade: tem de se educar para o melhor dos regimes, através dos regimes possíveis. Pela liberdade económica, o homem assegura o necessário para que o seu espírito se liberte das preocupações materiais e possa dedicar-se ao que existe de mais belo e de mais amplo; nenhum homem deve ser explorado por outro homem; ninguém deve, pela posse dos meios de exploração e de transporte, que permitem explorar, pôr em perigo a sua liberdade de Espírito dos outros. No Reino Divino, na organização humana mais perfeita, não haverá nenhuma restrição de cultura, nenhuma propriedade. A tudo isto se poderá chegar gradualmente e pelo esforço fraterno de todos.”
Agostinho da Silva - Excerto de “A Doutrina Cristã”
Se há algo com que concorde, são estas palavras de Agostinho da Silva.
Deveria ser tarefa fundamental de todos os pais e de todos os professores ensinar a juventude a pensar pela sua própria cabeça.
Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles forem meus, não seus. Se o criador o tivesse querido juntar a mim não teríamos talvez dois corpos ou duas cabeças também distintas. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição venha a pensar o mesmo que eu; mas nessa altura já o pensamento lhe pertence. São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.
Agostinho da Silva
Governo volta a errar no valor das taxas moderadoras.
Pela terceira vez, os preços constantes nas tabelas do Serviço Nacional de Saúde apresentam valores superiores ao estipulado pela lei, obrigando os portugueses a pagar mais pelas análises efectuadas.
São simplesmente burros ou também gostam de nos ir ao bolso?
Em apenas três meses, 136 portugueses compraram um automóvel da marca Jaguar. Um crescimento de quase 467% face aos primeiros três meses do ano passado. A Jaguar destaca-se na preferência dos portugueses com dinheiro para comprar marcas de luxo, mas a Lexus também registou uma subida significativa das vendas - 43 unidades desde o início de 2004, mais 43%.
Quem disse que o país estava de tanga?
Morte do diplomata Aristides Sousa Mendes (1885—1954).
Durante a Segunda Guerra Mundial e na qualidade de cônsul em Bordéus, salvou a vida a milhares de judeus, passando-lhes vistos em nome do Governo português. Por isso, foi destituído por Salazar.
Nascimento do actor norte-americanp Marlon Brando (1924- ).
“Um Eléctrico Chamado Desejo” (1951), “Há Lodo no Cais” (1954), “O Padrinho” (1972), “O Último Tango em Paris” (1973) e “Apocalypse Now” (1979), são alguns dos seus filmes mais famosos.
Morte do professor e investigador Agostinho da Silva (1906-1994).
Personalidade humanista e universalista, filósofo, escritor, ensaísta, divulgador, professor, pedagogo, Agostinho da Silva passou grande parte da sua vida a ensinar.
Em 1944 foi viver para o Brasil onde publicou grande parte das suas obras.
Durma. Isso mesmo: Durma. Uma boa noite de sono depois de uma aprendizagem melhora o desempenho no dia seguinte.
Enquanto dormimos o nosso cérebro não está parado. Ao que tudo indica, apenas muda de actividade. Um estudo que envolve o sono de jovens – em discussão no Simpósio “Aquém e Além do Cérebro” - tem como objectivo perceber a organização do cérebro quando o sujeito dorme. E uma das conclusões desta investigação aponta para o papel crucial do sono no rendimento da aprendizagem e na consolidação da memória.
Nunca tantos condutores haviam sido apanhados com tanto álcool no sangue.
O Relatório de Segurança Interna revela que, durante o ano passado, as forças de segurança registaram 23 mil pessoas ao volante com uma taxa de alcoolemia superior a 1,2 gramas por litro de sangue - o que perfaz uma média de 60 condutores detidos, todos os dias, nas estradas portuguesas.
Porque andam em circulação tantos condutores com excesso de álcool?
Falta de consciência e muita irresponsabilidade?
Os condutores não sentem a sua condução afectada pelo álcool?
Será um vício que é difícil de largar?
Tomar-se-á álcool como substituto de calmantes e sedativos?
Ou ingere-se álcool simplesmente para esquecer? ....para esquecer os dramas diários do stress, das questões laborais, da falta de dinheiro, da carências afectivas.....e por aí fora?
Será que, para alguns, o álcool é o “ópio” legal?
Alguém até hoje procurou descobrir o que está na base destes comportamentos de risco?
Ou ficamo-nos apenas pela penalização dos infractores e por umas esporádicas campanhas de prevenção de duvidosos efeitos?